23 de setembro de 2018
Você sabe o que é economia compartilhada?
Varejo SA por Varejo SA

Disruptiva, inovadora, facilitadora… Cercada de adjetivos como esses, a economia compartilhada, também conhecida como consumo colaborativo, tem chamado atenção ao propor modelos de negócio nos quais nem sempre a dimensão monetária é a mais importante, ao menos à primeira vista. Considerada uma tendência praticamente irreversível em um mundo conectado, mais 89% dos brasileiros que já experimentaram, ao menos uma vez, algum tipo de serviço ou produto que se encaixa na lógica do consumo colaborativo ficaram satisfeitos com a experiência.

Para entender mais sobre esse modelo que veio para romper paradigmas nos hábitos de consumo, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) foram a campo investigar a tal da economia compartilhada que despertou a curiosidade de muitos.

– Nove em cada dez brasileiros (87%) acreditam que a economia compartilhada é uma prática que vem ganhando mais espaço na vida das pessoas.

– Para 81% das pessoas, a economia colaborativa torna a vida mais fácil e funcional.

– 68% creem que, em até dois anos, devem incorporar práticas de consumo colaborativo no seu dia a dia.

As modalidades de consumo colaborativo mais utilizadas pelos brasileiros são:

– Carona para locais como trabalho, faculdade e viagens (41%).

– Aluguel de casas ou apartamentos de terceiros para pequenas temporadas (38%) e aluguel ou compartilhamento de roupas (33%).

– Bicicletas compartilhadas em vias públicas (21%).

– Financiamentos coletivos (16%).

– Compartilhamento de espaço de trabalho, como coworking (15%).

– Aluguel de brinquedos (15%).

– Compartilhamento de moradias, também conhecido como república ou cohousing (15%).

Economia compartilhada faz bem para o bolso!

A maioria dos entrevistados enxerga a economia compartilhada como um meio capaz de ajudar a lidar melhor com as próprias finanças. Tanto é que economizar dinheiro foi a principal finalidade daqueles que utilizaram algum tipo de consumo colaborativo (61%).

Outras motivações foram contribuir para a sustentabilidade do meio ambiente (39%), ajudar terceiros (30%), economizar tempo (26%) e até mesmo conhecer outras pessoas (21%).

Consumo colaborativo esbarra na falta de confiança

O crescimento do consumo colaborativo no Brasil, contudo, ainda enfrenta barreiras: 51% das pessoas ouvidas têm medo de “serem passadas para trás” nesse tipo de relação e 43% relataram o perigo de lidar com estranhos.

Outros temores são a falta de garantias no caso de não cumprimento do acordo (42%), falta de informação (37%) e desconfiança com relação à qualidade daquilo que está sendo dividido (30%).

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