30 de maio de 2017
Varejo tem impacto de quase 50% no PIB brasileiro
Varejo SA por Varejo SA

Com impacto de 47,3% no total das riquezas do país, o varejo é um protagonista de peso na economia brasileira, ocupando a estratégica posição de ofertar e distribuir produtos e serviços aos consumidores e à sociedade. Essa é uma das principais conclusões do estudo O papel do varejo na economia brasileira, elaborado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) e recém-divulgado.

 

O levantamento oferece aos lojistas, empresários e executivos uma radiografia do varejo, dando visibilidade à sua representatividade e força econômica. “A ideia do estudo foi organizar as principais informações e dados do varejo em um único documento. Por exemplo, quantos empregos gera, quanto representa do PIB, quais os principais meios de pagamento e os vários segmentos que compõem o setor”, afirma o presidente da SBVC, Eduardo Terra.

 

Os dados mostram que o varejo registrou crescimento consistente durante dez anos, sendo um dos principais fatores de impulso do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Com a forte desaceleração da economia a partir de 2014, o setor também se retraiu, em uma reação que levou seus representantes a discutir com as autoridades medidas de estímulo e políticas capazes de manter a força do comércio varejista.

 

Ao reunir um amplo espectro de informações e dados, a intenção da SBVC foi ter um documento único que mostrasse a representatividade do setor e ajudasse as lideranças dos diversos segmentos que compõem o varejo a unificar o discurso nas negociações com as autoridades em todas as esferas de governo.

 

Renda, crédito e emprego – Nesse negócio, o ritmo da economia, a renda, o crédito, o nível de emprego e a confiança são as molas propulsoras que influenciam o consumo e determinam as decisões de compra. No Brasil, a principal referência do volume que esse setor movimenta é o consumo das famílias, num total de R$ 2,8 trilhões, dado apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015.

 

Ao comentar sobre o ritmo da economia após dois anos de recessão, Terra avalia que o crédito e a confiança estão voltando, mas será necessário esperar mais um ano para uma reação positiva no emprego, uma variável diretamente ligada à renda a às decisões de compra.

 

O amplo estudo sobre o varejo mostra também que, em termos de distribuição no território nacional, o setor reflete a densidade demográfica, o mapa da produção e o potencial de consumo regional.

mapa-brasil-estudo

– Distribuição das atividades do varejo nas regiões

Sudeste: 53,1%
Sul: 19,2%
Nordeste: 14,9%
Centro-Oeste: 9,2%
Norte: 3,5%

 

Nas operações realizadas em todo o Brasil, as transferências de crédito e os cartões de crédito e débito são as formas de pagamento mais utilizadas.

 

Supermercados lideram

O setor ramifica-se em vários segmentos, gerando oportunidades de negócio, trabalho e renda em diversas áreas. Com um faturamento que, em 2015, chegou a R$ 315,8 bilhões, o segmento de hiper e supermercados destaca-se. A maior parte do faturamento advém de 20 grupos de supermercadistas, mas o segmento mostra-se altamente ramificado, com 84,5 mil lojas espalhadas pelo país.

 

Shoppings
Os shopping centers exibem números vistosos. Em 2015, os 538 shoppings brasileiros reuniram receita total de R$ 151,5 bilhões, em negócios pulverizados em quase cem mil lojas.

 

Franquias

Em ritmo de expansão, o segmento das franquias mostrou, em 2016, faturamento de R$ 151,2 bilhões, por meio de transações feitas em 143 mil unidades de três mil redes.

 

E-commerce
O levantamento realizado pela SBVC também mostra um e-commerce com números menos expressivos que dos demais segmentos, mas com alto potencial de crescimento. Os itens de maior valor agregado vendidos pela internet são eletroeletrônicos, celulares, produtos eletrônicos e de informática, artefatos de casa e decoração, artigos de moda, cosméticos e livros. Em 2016, o ticket médio das compras feitas pela internet foi de R$ 403,5.

 

Alguns dados

 

– Consumo das famílias/referência do volume do varejo: R$ 2,8 trilhões

 

– Vendas/2014:

Supermercados: R$ 234,6 bilhões
Não supermercados: R$ 1,058 trilhão
Lojas com base em varejo: R$ 742,7 bilhões

 

– Empregos no varejo: R$ 17 milhões de brasileiros

 

– Meios de pagamento:

Transferência de crédito: 46%
Cartão de crédito: 21%
Cartão de débito: 20%
Cheques: 9%
Débito direto: 4%

 

Fonte: SBVC (2017).

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