25ª edição

Por Andrea Giardino

 

Preço e acesso a itens inexistentes no Brasil são principais atrativos para quem adquire produtos em lojas virtuais. Entrega fora do prazo é maior problema

varejo_numero_01

Esperar meses para receber um produto de uma empresa localizada a quilômetros de distância parece não ser problema para quem compra em sites internacionais. A facilidade de encontrar tudo o que se quer, mesmo aqueles itens fora de linha ou que nem era possível imaginar que existisse, com preços para lá de convidativos, acaba compensando a demora na entrega.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com consumidores digitais que realizaram compras pela internet no último ano revela que seis em cada dez adquiriram algum produto em sites de fora do Brasil nos últimos três meses — sendo que a média é de três compras neste período.

O grande atrativo para 67% dos entrevistados foi o valor mais baixo encontrado nas lojas virtuais, enquanto 46% mencionaram o acesso a produtos inexistentes no país. Entre os itens mais adquiridos, destacam-se roupas, calçados e acessórios, como cintos, bolsas e carteiras; acessórios de informática e celular; cosméticos e perfumes; brinquedos, jogos e games (26%); e eletrônicos, como tablets, notebooks e câmera digital. De acordo com o estudo, o valor médio gasto na última compra foi de R$ 140,28.

[ SUGESTÃO DE ARTE]

Podemos usar arte parecida com a da análise que segue no material anexo (página 3 do PDF).

 

Muita atenção ao prazo de entrega

 

Ao comprar online, vale a pena ficar atento ao prazo de entrega. Esse, aliás, é um dos maiores problemas apontados por 62% entrevistados. Metade das pessoas ouvidas admite que costuma receber os itens fora do prazo. Em média, o tempo de entrega das compras em sites internacionais é de 67 dias. Outros aspectos considerados críticos são a incerteza em receber o produto e o pagamento de taxas de importação. Em relação aos custos de entrega, 51% afirmam ter pago frete na última compra. A pesquisa mostra também que dois em cada dez compradores pagaram impostos de compras internacionais no Brasil, ao passo que 63% ficaram isentos.

shares