4ª edição

Dois mil e dezesseis foi um ano em que o comerciante teve de colocar em prática toda a sua criatividade. Com o bolso do cliente mais vazio e a confiança do consumidor em baixa, só vendeu quem teve estratégia e faro de oportunidade.

Não significa que as pessoas deixaram de comprar. Elas só compraram menos, pagaram mais à vista e foram mais atraídas por presentes baratos. Ou seja, as famosas lembrancinhas, já que ninguém gosta de passar as datas comemorativas em branco.

Embora o desempenho do varejo ainda esteja aquém dos anos anteriores, as vendas no comércio apresentaram, no segundo semestre, quedas mais leves ou parecidas com as do ano passado, o que pode indicar um rumo menos pessimista daqui para frente.

Dia das Mães

Pelo terceiro ano consecutivo, houve queda nas vendas a prazo na semana do Dia das Mães. As roupas lideram as preferências de presentes para as mães (37,0%), seguidas dos perfumes (29,1%) e calçados (17,5%). Depois do Natal, nenhuma outra data movimenta tanto o varejo como o Dia Das Mães.

Dia dos Namorados

O shopping center (37,7%) se destacou como o principal local de compra para O Dia dos Namorados. Logo em seguida se posicionaram as lojas virtuais (16,5%), shoppings populares (16,4%), lojas de departamento (15,4%) e lojas de rua (11,3%).

Para os especialistas, a preferência pelos shoppings deve-se à facilidade de estacionamento e à segurança que estes locais oferecem. Além disso, esses estabelecimentos concentram uma grande variedade de lojas em um único lugar.

Já a significativa presença das vendas on-line deve-se muito à praticidade da internet, que acaba atraindo o interesse das pessoas, além de favorecer a pesquisa de preços em diversas lojas.

Dia dos Pais

Considerado o “patinho feio” das datas comemorativas, já que é a festa que menos movimenta o comércio em volume de vendas e faturamento, o Dia dos Pais foi mais fraco do que em 2015. A boa notícia é que a retração foi um pouco inferior do que no ano passado.

Muitos consumidores encontraram um jeito criativo para não deixar a data passar em branco: 17,4% dividiram as compras com outra pessoa, geralmente um irmão, a mãe ou familiar próximo.

17,4% dividiram as compras com outra pessoa, geralmente um irmão, a mãe ou familiar próximo.

Dia das Crianças

Em 2016, os produtos preferidos para presentear no Dia das Crianças foram as roupas (42,8%), as bonecas (36,5%) e os jogos educativos (24,8%). E mesmo com a crise, 25,9% dos pais admitiram que acabam cedendo e comprando o presente que a criança pede. Juntando todos os presentes, o gasto médio ficou em torno de R$ 220,00


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