22 de abril de 2019
Varejista, pergunte aos universitários
Hilaine por Hilaine

Já foi o tempo que um bom vendedor era aquele que tinha um bom papo, dominava estratégias de venda e conseguia convencer o cliente a comprar mais. Com os novos tempos da era digital, o consumidor contemporâneo aprendeu “na raça” que, no fim das contas, tudo é uma questão de aprendizado, ou seja, para lidar com as estratégias empresariais, o novo consumidor desenvolveu táticas de combate.

Vamos fazer um exercício de memória. Uma vez, não muito distante, tínhamos aquele indivíduo que não tinha acesso a bens de consumo, tudo era muito restrito, itens mais caros, como um ar-condicionado ou uma geladeira, por exemplo, dependiam de uma poupança arduamente planejada. Os cheques e os carnês de parcelamento eram os meios mais utilizados por quem não tinha disciplina com o dinheiro ou por quem tinha emergência.

Até que surgiram os cartões de crédito, num primeiro momento com suas máquinas manuais e comprovantes de carbono em duas vias, depois as maquininhas eletrônicas que emitiam um barulhinho agradável informando que a compra havia sido aprovada, ufa! Algumas décadas depois, a internet saiu do campo das inovações estritamente científicas e ganhou o mundo, literalmente.

No novo espírito do tempo, tudo isso perdeu sentido. O papel-moeda já não tem mais significado; imagine que, nos dias atuais, andar com um maço de dinheiro virou uma ameaça de vida e não mais status de riqueza. E a cor do cartão de crédito? Antes, indicava classe social e, cada vez mais, essa classificação está comprometida, porque o celular é quem guarda, organiza e viabiliza a sua vida. Ali dentro, está o cartão de crédito. Percebeu que a cor do plástico está escondida?

Adequar-se aos novos tempos não é mais uma modernidade distante, um luxo bobo. Chegará o momento em que grandes movimentos econômicos promovidos por empresas de tecnologia ditarão a nova ordem social (como já vêm fazendo). Se ainda estivermos presos a fluxos antigos ou pensamentos conservadores, poderemos, simplesmente, deixar de existir como empresa.

Para garantir sustentabilidade nos dias atuais, é preciso exercitar nossa capacidade de adaptação e adequação. Sim, sabemos o quanto é difícil. O desconhecido nos causa insegurança e medo, mas é nessas horas que precisamos reconhecer que a juventude e o frescor dos novos profissionais podem nos ofertar bem mais do que a gente imagina. Por tudo isso e mais um pouco, na dúvida, pergunte aos universitários.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *