10 de dezembro de 2016
Vamos falar de Cordel?
Varejo SA por Varejo SA

[sc name=”legenda-foto-nome” nome=”Bráulio Bessa” texto=”Empreendedor Cultural”]
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A literatura de cordel entrou pelas porteiras do nosso País no século 18. Trazida nos baús dos colonizadores, pouco a pouco, foi ganhando terreno e se popularizando em terras tupiniquins, principalmente no sertão nordestino.

Ao que se sabe, o principal responsável pela popularização do cordel foi o poeta Leandro Gomes de Barros, um paraibano nascido em 19 de novembro de 1865, na pequena Fazenda da Melância, localizada em terras pertencentes ao município de Pombal.

O cordel tem, em sua natureza, uma facilidade muito grande de se adaptar. Num primeiro momento, ocupava apenas os folhetos dependurados e vendidos a valores simplórios em feiras populares, os cadernos costurados a mão, a melodia dos cantadores, as declamações eloquentes dos declamadores. Depois, invadiu as páginas de jornais e folhetos impressos em máquinas a laser.

Agora, após chegar a todos os meios de comunicação de massa do País, ele pisa num terreno novo, porém cheio de possibilidades. São versos e rimas navegando a galope acelerado, num cavalo chamado internet.

O uso das novas mídias e das redes sociais é de importância ímpar para a preservação e, porque não dizer, para a apresentação de inúmeras manifestações populares que estavam sendo esquecidas ou nem mesmo sendo conhecidas pela geração atual. Inúmeros poetas estão rompendo a barreira da presença física e se fazendo presentes em todos os recantos do mundo com sua arte.

É a democratização da tecnologia, da informação, do conhecimento. A literatura de cordel jamais poderia ficar desatenta a isso.

Hoje, o cordel é global. O cordel é tudo, até poesia!