20ª edição

Diversão e originalidade são as propostas do fun design. A tendência traz a expressão de hobbies e interesses na decoração

 Por Marcos Santana

 

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Sabe aquela série, filme ou livro que você adora? Esses elementos de referência podem, e devem, estar presentes na hora da decoração. Pode ser no quarto, sala, cozinha ou home office. No fun design, não há limites para integrar o divertido com o sofisticado.

Líder no segmento no mercado nacional, a Imaginarium encerrou 2017 com faturamento de R$ 256 milhões e prevê crescimento de 13% para 2018. A marca possui atualmente 245 pontos de venda e planeja inaugurar 30 operações neste ano, focando no interior do Brasil. Para o diretor de Marca e Produto da loja, Thiago Colares, “certamente o produto tem uma força singular, mas não acredito que ele sozinho justifique o crescimento e o sucesso da marca. Acredito muito no equilíbrio de fatores que compõem o ecossistema e o território da Imaginarium”.

Colares explica que, em 2017, a Imaginarium registrou um crescimento de 15% em relação a 2016 e superou a meta prevista para abertura de lojas. “A tradução do DNA e posicionamento da marca sempre se deu pela sinergia entre o mix oferecido e a experiência no ponto de venda, linguagem, comunicação, parcerias, ações promocionais e um olhar atento às tendências de comportamento. Esse composto trouxe uma visibilidade relevante, que deu suporte para um projeto de expansão de sucesso. Hoje, a Imaginarium possui uma rede de 240 operações, um e-commerce e mais de dois milhões de fãs e seguidores em suas redes sociais”, justifica.

O executivo explica que a introdução e maturação do fun design no mercado brasileiro confundem-se com a própria história e crescimento da Imaginarium. A marca foi pioneira em trazer novas funções e significados para objetos de casa, decoração e uso pessoal pelo fun design, que passou a ser um dos seus diferenciais. “A Imaginarium inaugurou no país um nicho de mercado interessante e próspero, que cresceu com seu sucesso não só como marca, mas também como modelo de negócio. Isso porque o mercado brasileiro não possuía, na década de 1990, nenhum player com esse foco e a aceitação do consumidor foi bastante positiva”, lembra.

 

Direcionamento

Outro ponto a ser observado na estratégia da Imaginarium é a venda de produtos direcionados. “Os licenciamentos e parcerias fazem parte da história da marca. No passado, já fizemos linhas coassinadas com a Coca-Cola, Revista Capricho e Snoopy (Peanuts®) e hoje temos em loja coleções com as marcas Star Wars e Harry Potter. Isso faz parte da estratégia de a Imaginarium reinventar-se, surpreender o mercado e se fortalecer por meio da associação a marcas relevantes que são referência para determinados públicos ou segmentos de interesse”, explica.

Para finalizar, Colares conta que a Imaginarium nasceu basicamente como uma loja de casa e decoração e a vocação como marca de “presentes originais” foi sendo descoberta, construída e reforçada ao longo do tempo. “Hoje, o ‘presente diferente e criativo’ é um território que entendemos ser proprietário da marca, mas o universo da casa e decoração nunca saiu do seu campo de atuação. O mix de produtos transita nesse universo, com objetos que atendem à casa, mas também ao uso pessoal. Essa mistura existe para reforçar a intenção e o posicionamento de uma marca lifestyle”, pontua.

 

É hora de decorar

Se o fun design já tomou conta das vitrines de lojas especializadas, é sinal de que também está presente nos projetos de arquitetura e decoração. O designer de interiores Naldo de Sousa, do Studio Lar Doce Lar, explica que o fun design não é nada novo. “Salvador Dali, em 1934, lançou o sofá Bocca, que já trazia esse conceito da diversão dentro do ambiente. O divertido está em alta e vai permanecer. Os estilos vêm e vão; já passamos pelo retrô, modernismo, clássico, industrial e estamos hoje em uma fase em que, em um único ambiente, encontramos tudo junto e misturado”, relata.

O profissional esclarece que o principal desafio para aplicar o fun design em um projeto é entender a mente do cliente e tomar cuidado para que o engraçado não se torne pejorativo. “Precisamos saber como usar, quando e onde. Saber diferenciar o temático do conceitual talvez seja um dos maiores desafios. Vale lembrar que, se há algo pejorativo, a decoração torna-se de mau gosto. É para ser divertido e só há diversão quando todos estão no mesmo clima, sem ofender ninguém. Política e religião, por exemplo, não se enquadram no fun design e seria de mau gosto explorá-las”, finaliza.

 

Fun design na palma da sua mão

Seguindo a onda do momento, Matheus Marzola investiu tempo, recursos e conhecimento para desenvolver a Ink Presentes, uma loja totalmente on-line que tem perfil no Instagram e vende produtos de decoração e presentes utilizando o fun design.

Ele conta que a ideia surgiu da evolução de outra loja que ele já mantinha com seu sócio, Douglas Alves, mas que os pedidos foram aumentando e sentiram a necessidade de atender a um público maior e trazer mais variedade de produtos. “Nossa loja começou atendendo a pedidos de amigos e aí o público foi crescendo. Abrir uma loja virtual facilitou nosso processo de expansão. O e-commerce auxilia muito a vida, tanto do cliente quanto do vendedor, até mesmo na praticidade de olhar os produtos, fora que as pessoas quase não têm tempo para ir às lojas também. Mas isso não tira a hipótese de abrirmos uma loja física futuramente”, pontua.

Com um público-alvo bem diversificado, a Ink Presentes quer atingir todas as pessoas. “Nossos produtos são personalizados. Queremos conquistar a todos, mas podemos dizer que nosso público é de pessoas que querem surpreender na hora de decorar ou presentear”, justifica Marzola.

O jovem conta que o processo de escolha das peças é livre, mas eles sempre buscam direcionar os produtos em datas comemorativas. “Preparamos uma demanda maior com produtos que sabemos que combinam mais com a ocasião, mas nosso estoque sempre está cheio de produtos diferentes, para termos várias opções de sugestão”, conta.

Para finalizar, o empreendedor diz que no mercado existem muitas lojas com o mesmo tipo de produto e o que se destaca é a qualidade do que você oferece. “Entendemos que nossos clientes são nossos amigos. Queremos dar a eles uma experiência única. Mesmo com tantas lojas que são referência no mercado de fun design, gostamos de notar que somos lembrados. Isso incentiva a gente a continuar e querer crescer cada dia mais”, finaliza.

 

 

Sobre a Imaginarium

– Nasceu em 1991.

– Seu público é feminino, adulto, entre 20 e 35 anos.

– A marca contabiliza 245 operações exclusivas por todo o país.

– Possui 230 lojas em shoppings e 15 lojas de rua.

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