20ª edição

A indústria de vendas de vinho pela internet tem crescido de forma exponencial nos últimos anos. Conheça um pouco desse mercado que tem mudado a vida de empresas e consumidores

Por Joana Marins

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Heitor Alves é um empresário do ramo de festas em Brasília. Sempre gostou de apreciar um bom vinho, mas, desde que se casou, passou a se tornar um amante da arte. Sem tempo para visitar vinícolas ou participar de cursos e degustações, sua arma para conhecer novos rótulos e se aprofundar no universo de Baco, o deus grego do vinho, é a internet. “Por indicação do meu sogro, entrei para o clube de vinho Wine. Por uma quantia não muito alta, recebo dois vinhos por mês e uma revista especializada, em que posso me aprofundar no tema sem sair de casa”, conta.

Além das garrafas mensais, ele se tornou um comprador de outros rótulos, seja pela Wine, seja por outras importadoras de vinho pela internet. “Temos acesso a produtos de todo o mundo, por preços extremamente competitivos, que muitas vezes não encontramos em supermercados comuns. Fora que existem aplicativos em que você pode consultar a nota que o rótulo ganhou em votações populares. Assim, fica difícil errar”, explica o empresário.

Longe de estar sozinho, Alves faz parte de uma legião de pessoas que tornaram o e-commerce de vinho um dos negócios mais rentáveis nos últimos anos. Uma das marcas que mais faturaram dentro desse universo foi a Evino. Com apenas cinco anos de existência, a empresa já é a maior importadora de rótulos franceses e italianos no Brasil. Seu crescimento em 2017 foi de fazer inveja a companhias veteranas, atingindo a marca de 114%. De R$ 104 milhões no fim de 2016, fechou o ano com R$ 254 milhões de faturamento. E a perspectiva é crescer ainda mais, pois a Evino acaba de anunciar o investimento de R$ 50 milhões na operação em 2018. Para 2020, a ambição é atingir R$ 1 bilhão em faturamento.

“Este ano será de alto crescimento para a Evino, permanecendo como o maior importador de vinhos italianos e franceses, superando até mesmo o varejo físico”, explica Olivier Raussin, co-CEO da empresa.

Diversificar a oferta

Um dos maiores desafios da área é ofertar diversas marcas, que tenham qualidade e possam ser referência para outros compradores. Produzir vinho é uma arte complexa, em que cada detalhe não passa desapercebido. Cada etapa da produção pode interferir no produto e existem milhares de rótulos disponíveis, o que torna a escolha sobre o que será ofertado uma difícil tarefa. Para ajudar nessa busca, as empresas contam com uma equipe especializada, além dos winehunters, enólogos que têm como profissão a busca pelas melhores opções de vinho, independentemente de regiões e uvas específicas.

“Está no DNA da Evino realizar constantes pesquisas para entender as ocasiões de consumo do brasileiro e como podemos agradar seu paladar. Temos cerca de 150 rótulos por mês, aprovando apenas uma parte minoritária dos vinhos, e traremos sempre novidades para o consumidor”, comenta Ari Gorenstein, seu co-CEO.

Outra aposta que cresce a cada dia é o comércio para mobiles, focando na venda por telefones celulares. Grandes aliados do e-commerce, os aplicativos estão caindo no gosto popular e ganhando cada vez mais confiança dos consumidores. Atualmente, as vendas pelos celulares representam 40% do total da Evino. “Nossa previsão para 2018 é fazer com que as vendas pelos dispositivos móveis representem a metade do nosso volume. A experiência de compra via dispositivos móveis é muito importante para nós”, afirma Marcos Leal, co-CEO da empresa.

Um brinde ao maravilhoso mundo de Baco! Ele está ao alcance das mãos de todos que gostam de apreciar um bom vinho, além de ser um ótimo negócio.

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