10ª edição
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Ética + empreendedorismo = bons negócios
1 de julho de 2017
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CDL Jovem marca presença na Campus Party
1 de julho de 2017

Maior encontro de inovação e tecnologia do mundo traz novidades para o varejo

Lara Ribeiro e Renata Dias

Barracas, jogos, palestras, disputas, campeonatos, drones, start-ups e muita, muita troca de ideias. A Campus Party impulsionou o lado inovador e tecnológico dos jovens empreendedores e comprovou: o futuro é agora

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“Campuseiros” concentrados em uma maratona de desenvolvimento de games

O maior encontro de nerds do país agora percorre as regiões brasileiras. Antes apenas concentrada em São Paulo, a conhecida Campus Party ganhou espaço Brasil afora. O público da primeira edição, em Brasília, sentiu a mudança de era em que vivemos, com uma experiência tecnológica que está entre as maiores do país. Entre os dias 14 e 18 de junho, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na capital federal, foi tomado por uma atmosfera futurista, na qual quatro mil entusiastas da tecnologia, os chamados “campuseiros”, tiveram acesso a mais de 250 horas de conteúdos e atividades, durante 24 horas por dia, com auxílio de uma internet de ultravelocidade de 20 Gpbs.

Cerca de 50 mil pessoas, incluindo amantes do universo digital, “campuseiros”, geeks, jovens empreendedores e palestrantes estrangeiros renomados, fizeram questão de prestigiar esse acontecimento. “Não é evento nem feira, é um acontecimento que cria um ecossistema de conhecimento e amizades”, define o presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia.

Com o tema “Feel the future – Sinta o futuro”, o evento, reconhecido mundialmente, movimentou a capital do país, sacudindo todo o potencial empreendedor dos jovens. O espaço ofereceu um nicho de troca de experiências, ideias inovadoras e expansão do conhecimento entre seus participantes.

O secretário adjunto do Trabalho do Distrito Federal, Thiago Jarjour, um dos principais responsáveis por trazer a Campus Party para a cidade, ressalta que Brasília pulsa e respira empreendedorismo, inovação e tecnologia. Para ele, a realização do encontro uniu os vértices de potenciais projetos em uma grande congregação de pessoas que vão construir o conhecimento e os legados do futuro, não só do Brasil, mas também do mundo.

“Eu me considero um empreendedor emprestado para o governo. Meu berço foi a CDL Jovem Nacional. E seja no varejo, no comércio, seja na indústria ou serviços, quem não entender que a revolução tecnológica e digital é atual e vai crescer cada dia mais vai ficar preso no século XX, por não dar importância a essa transição”, diz.

 

A primeira vez

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A designer Cecília Bonfim, de 27 anos, participou da Campus Party pela primeira vez em Brasília. Para ela, o difícil foi escolher o que acompanhar dentro da extensa programação. “São várias coisas ao mesmo tempo, muito assunto interessante e de várias áreas. Mas o mais legal para mim foi conhecer e me conectar com gente de todas as áreas possíveis lá dentro. A networking, o espaço de trocas, realmente é muito fácil e foi o ponto mais alto dessa experiência”, avalia.

Entre todas as ações que acompanhou, Cecília destaca a palestra “Design e impacto na cultura dos negócios”, ministrada pela designer Karina Canêdo. A apresentação focou em como o design pode impactar na cultura de toda uma empresa e promover mudanças na forma de pensar e agir dentro daquela instituição, desenvolvendo o conceito de design service.

A ansiedade de Guilherme Borges, analista de sistemas front-end de 21 anos, não era pelo evento em si – já participou de outras edições da Campus Party –, mas, sim, pela sua primeira palestra. Com o sugestivo tema “A culpa não é do usuário: a interface que não é simples”, destacou em sua apresentação que é preciso conhecer muito bem quem irá usar seu sistema para que, ao desenvolvê-lo, a experiência desse usuário seja priorizada. “Para mim, dar palestra na Campus é muito importante para meu currículo e é quase um marco para me firmar na área que realmente me interessa, que é a da experiência do usuário. Além de ter muita gente diferente assistindo, com certeza novas oportunidades de trabalho podem surgir desse encontro”, comemora.

Questionados sobre a madrugada entre as barracas, Borges e Cecília revelaram que as horas são recheadas com muito jogos e novas amizades e brincaram: “O que acontece na madrugada da Campus fica na Campus” – analogia a Las Vegas.

 

Compartilhando conhecimento

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O espírito jovem e empreendedor da feira de desenvolvedores pode inspirar ações no varejo nos próximos anos. Ali, encontram-se novos pensadores, tendências e gente com espírito de criação.

O palestrante Bruno Sousa, de 43 anos e professor há 20 na área de tecnologia da informação, ajuda desenvolvedores profissionais a compartilhar seu conhecimento para que eles possam trabalhar sempre com melhores projetos e equipes. “O futuro da tecnologia do país está nesse evento e, quanto mais empresas estiverem em contato com essa dinâmica e motivarem seus funcionários a participar desse acontecimento, mais chances elas terão de estar alinhadas com as demandas tecnológicas do futuro. É fundamental que o comércio varejista esteja integrado com as novas tecnologias, novos projetos, novas formas de vender, atrair e fidelizar seu público, porque, hoje, toda empresa é uma empresa de software”, ressalta.

Segundo o professor, o mundo das empresas pode ser dividido entre aquelas que se reconhecem como empresas de software e aquelas que acham que não são. As que entendem o novo conceito estão investindo em tecnologia para se firmar no mercado. As demais poderão perder espaço no mercado daqui alguns anos.

 

Recorde de público

A procura pelo evento foi tão grande que os ingressos para o camping e arena principal esgotaram logo no primeiro mês de vendas, mas o público brasiliense não desanimou e lotou a área aberta da Campus Party durante os cinco dias de evento.

O festival ofereceu mais de 250 horas de programação geek, com palestras, circuito de games, hackathons (maratonas de programação), workshops e feira de start-ups, todas as atrações envolvendo temas contemporâneos em torno da ciência, inovação e entretenimento digital.

Teve torneio de robôs, oficinas sobre empreendedorismo, exposição de talentos locais, expositores, espaço de start-ups e makers em estágio embrionário e avançado, mostra de projetos acadêmicos e área de simuladores com realidade virtual de helicóptero, asa-delta, cockpits (carro de corrida), carrinho de rolimã e drones. Quem visitou a área gratuita do acontecimento também acompanhou a Etapa Brasília do Campeonato Brasileiro de Drones, com a presença de pilotos profissionais, mostrando o talento e habilidade com os robôs voadores ao fazer percursos e realizar manobras na arena de drones. Vale lembrar que gigantes do varejo global – como a Amazon – estão investindo em entregas por drones no futuro.

Nas extremidades da arena principal, as palestras e workshops foram divididos em minipalcos por temática, todos acontecendo ao mesmo tempo, em sinergia. Palco Ciência, Palco Inovação, Palco Criatividade e Empreendedorismo e Palco Principal foram alguns desses espaços de discussão que reuniram nomes de destaque e também palestrantes renomados mundialmente, como o consultor estabelecido no Vale do Silício, Matthew Reyes, o criador de show de drones, Horst Hörtner, o pai do movimento software livre, Richard Stallman, e o futurista e cofundador da Campus Party, Paco Regageles.

 

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