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Dos games às prateleiras: como a realidade virtual mudou o varejo

Conheça uma grande aliada que torna a experiência do consumidor cada vez melhor e mais completa

Por Carolina Laert

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Não é de hoje que a tecnologia tem provocado grandes mudanças no comportamento do consumidor. O e-commerce, por exemplo, criou possibilidades e formas de consumo, enquanto os smartphones trouxeram os aplicativos. No entanto, além dessas tecnologias, nos últimos anos o varejo contou com uma grande aliada que torna a experiência do consumidor cada vez melhor e mais completa: a realidade virtual (VR). Isso mesmo, aqueles óculos que antes eram utilizados apenas nos games ou cinemas agora também recriam ambientes e permitem que o cliente “experimente” roupas e até mesmo caminhe pelas gôndolas de um supermercado virtual – algo que é, sem dúvidas, muito mais prático e convidativo.

Um exemplo da grande capacidade de negócio da VR é a parceria entre a Ebay – gigante do comércio on-line – e a australiana Myer. Em 2016, as duas grandes empresas anunciaram a criação da primeira loja de departamentos construída em VR. Em um programa personalizado, o usuário tem acesso a mais de 1,5 mil produtos vendidos nas lojas físicas da Myer. Já o recurso chamado “pesquisa por visão” permite ao consumidor escolher os itens do seu interesse apenas olhando fixamente para o produto, enquanto olhar para o botão “Adicionar ao carrinho” inclui produtos na compra.

 

A “queridinha” dos brasileiros

Um estudo recente da Worldplay, líder global em processamento de pagamentos, mostrou que a VR também ganhou espaço nos corações dos brasileiros. A pesquisa, que abordou mais de duas mil pessoas, trouxe números surpreendentes. De acordo com as informações, 73% dos entrevistados têm interesse em fazer compras utilizando a VR – índice maior que o de outros países, como Alemanha (59%) e Japão (57%). Ainda, 85% consideram adquirir um produto com a tecnologia de VR e 84% gostariam de ver lojas físicas utilizando o recurso.

Essa é a aposta da Via Varejo, que inaugurou em janeiro uma loja Ponto Frio, em São Paulo, com VR instalada, a primeira do tipo no Brasil. A partir de agora, os clientes podem alterar cores, abrir gavetas e testar vários materiais de acabamento dos móveis de uma sala, por exemplo. Até o fim deste mês de fevereiro, outros 25 endereços da marca devem receber a novidade e, até o fim de 2019, a ideia é passar todas as 967 lojas das Casas Bahia e do Ponto Frio para o modelo.

 

Uma estratégia para cada demanda

Não é só o setor do varejo que viu oportunidade com a VR. Recentemente, a construtora Brookfield Incorporações (Centro-Oeste) apresentou uma nova forma de vender imóveis por VR. Na loja oficial do seu novo empreendimento em Brasília – DF Century Plaza –, por meio da tecnologia, o cliente tem a possibilidade de visualizar salas, apartamentos e outras plantas disponíveis para venda.

Outra empresa brasileira que chamou atenção foi a IGUI, especializada em piscinas. Sua proposta é simular todo o projeto de construção da piscina ainda no momento de pré-venda. A ferramenta auxilia todos os envolvidos no projeto, do consumidor ao arquiteto, facilitando o processo.

Comprar utilizando a VR faz com que o consumidor tenha outros tipos de experiência, seja no ponto de venda, seja sem sair de casa. O que o varejista já percebeu é que, com o aumento dessa realidade e interação, a experiência do cliente e sua fidelização à marca serão em outro nível e com muito mais interação e, por que não, sucesso!

 

O que é VR?

O termo “realidade virtual” surgiu em 1987, sendo sua autoria atribuída ao programador Jaron Lanier. Na época, a empresa de Lanier (VPL Research) desenvolveu o EvePhone, revolucionários óculos de VR.

A VR acontece quando um computador, utilizando determinado software, cria um ambiente, projetando para substituir o mundo real.

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