8ª edição

Anéis, pulseiras e relógios poderão substituir cartões. Tecnologia já está disponível no Brasil

Flávia Ribas

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Até pouco tempo, a história parecia ficção de filmes de James Bond: na hora de pagar a conta, esqueça a carteira. Um relógio ou pulseira aproxima-se da maquininha de crédito e o dinheiro é debitado diretamente da sua conta bancária – ou o valor cai na fatura do cartão de crédito.

Os dispositivos, que podem ser usados no pulso, braços ou dedos, contêm um chip e podem substituir o “dinheiro de plástico”, que faz parte da realidade da maioria dos consumidores. A tecnologia está disponível no Brasil desde as Olimpíadas de 2016, quando a Visa e o Bradesco fizeram um teste em alguns pontos de venda, envolvendo os atletas. Agora, a tecnologia é oferecida pela Brasil Pré-Pagos (BBP) e pela empresa catarinense ATAR band, que produzem o dispositivo a baixo custo, sob demanda.

Como um cartão pré-pago, o usuário carrega o valor que quiser na pulseira e pode usá-la em cerca de 2,8 milhões de terminais que aceitam pagamento sem contato Visa, segundo a BBP. Já a ATAR informa que 85% das máquinas de cartão já possuem a tecnologia contactless (sem contato, em inglês). Muitos estabelecimentos ainda não sabem, mas basta identificar, por um ícone presente na máquina de pagamento. “A ideia da ATAR é oferecer um acessório que possa ser utilizado em todas as ocasiões: no escritório, na academia, na praia, na balada… Algo que possa ser incorporado ao estilo das pessoas”, diz a empresa. O design da pulseira é à prova d’água e sem bateria.

Os usuários podem aportar créditos, controlar seu saldo e consultar suas compras por meio de um aplicativo, que também possui uma função de segurança, permitindo o bloqueio e desbloqueio da pulseira com apenas um toque.

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“Buscamos apresentar ao mercado meios que proporcionem maior flexibilidade e possibilidades ao dia a dia das pessoas. As inovações nunca param. Acreditamos que as pulseiras de pagamento farão parte da vida dos nossos clientes, assim como o cartão. Este é só o começo de novos projetos na área do pré-pago”, afirma o presidente da BPP, Paulo Renato Della Volpe.

“Com a internet das coisas, as pessoas podem escolher com segurança os dispositivos que melhor atendem às suas necessidades, seja um anel, seja um celular ou até um carro para realizar um pagamento”, explica Percival Jatobá, vice-presidente de Produtos da Visa do Brasil. A empresa recentemente lançou um produto semelhante, em parceria com a marca de relógios Swatch.

Na ATAR, o material foi lançado como pré-venda, em uma campanha de financiamento coletivo. O resultado foi bem-sucedido. “Nossa ideia é revolucionar a forma de pagar aqui no Brasil e isso chamou a atenção dos clientes. Aproveitamos os meses de espera até a entrega para engajar cada vez mais todos aqueles que encomendaram suas pulseiras. Criamos uma comunidade no Facebook, chamada ATAR#1, e convidamos todos os clientes a participar!”, informa o diretor executivo da empresa, Orlando Purim Junior, que já entregou mais de mil encomendas no início do ano. “Desde o fim da pré-venda, em agosto, pessoas vêm todos os dias ao nosso site querendo garantir sua band e fazer parte dessa comunidade. Conversamos com os clientes da comunidade ATAR#1, para saber o que achavam de reabrirmos a pré-venda e o que nos surpreendeu foi que a resposta foi superpositiva. A comunidade quer ver essa revolução acontecer e sabe que, quanto mais pessoas apoiarem e utilizarem, melhor será para todos”, comenta ele.

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Até 2020, a internet das coisas será constituída por mais de 20,8 bilhões de dispositivos¹, incluindo smartphones, wearables (tecnologias vestíveis), eletrodomésticos e carros. Cada dispositivo é um potencial meio de pagamento e a Visa está habilitando novas oportunidades seguras de pagamento.

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