26 de março de 2019
Transparência e propósito são o binômio do ano para o varejo
Patrícia Marins Miriam Moura por Patrícia Marins Miriam Moura

O ano de 2019 não será somente de forte expansão do big data e da internet das coisas, mas também o ano em que setores econômicos serão fortemente orientados por propósitos. Em todas as áreas, cresce a demanda por transparência, compliance, valores de base, sustentabilidade, inclusão e responsabilidade social.

No setor varejista, a tendência está bem presente e foi confirmada pelo estudo anual da Salesforce sobre as perspectivas do mercado para 2019. A previsão está lá: o ano será testemunha do comércio orientado por propósitos. A pesquisa foi realizada com seis mil consumidores globais e revelou que 55% dos que estão na geração do milênio e na geração Z são mais propensos a comprar de marcas que oferecem doação beneficente com a compra.

Tendências como consumo consciente consolidam-se fortemente. Outra pesquisa de caráter global, do Euromonitor Internacional, também apontou as orientações de compras para o período. Os resultados mostraram que os consumidores estão cada vez mais inteligentes e autossuficientes.

A enquete revelou ainda que eles buscam autenticidade, produtos diferenciados e experiências nas quais possam expressar sua individualidade. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, os hábitos de consumo estão sendo reavaliados: exageros são abandonados, em favor de maior simplicidade.

Da mesma forma, são visíveis o crescimento e a influência de questões éticas e de sustentabilidade. São temas que estão deixando de ser demandas de nichos e pauta de poucas marcas para se tornarem essenciais.

Há uma espécie de volta ao básico, um culto ao conceito de que “menos é mais”.  Apostas certas são na preferência por produtos que utilizam ingredientes naturais (29% responderam dessa forma) e na demanda por transparência total de ingredientes (resposta de 19% dos entrevistados).

Outra tendência é que os consumidores estão se tornando verdadeiros especialistas. Mudou a relação entre o varejista e o cliente. Antes, se a busca era por marcas confiáveis, agora consumidores muitíssimo bem informados tomam decisões por conta própria e conversam entre si. É a era da hiperconectividade.

O e-commerce é moldado por hábitos, preferências e poder desses novos consumidores. Com monitoramento e avaliações constantes on-line, o espaço para falta de transparência é cada vez mais reduzido. Erros e condutas não éticas são imediatamente relatados e compartilhados, em tempo real.

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