2 de novembro de 2018
Transformação digital: uma oportunidade para sua empresa
Juarez Zortea por Juarez Zortea

Vivemos em uma era digital, momento em que a tecnologia incita a mudança de comportamento de consumidores e empresas. Nesse contexto, o relacionamento entre as marcas e seus clientes ganha novas dimensões. Mas como as corporações podem se destacar nessa nova realidade e gerar mais negócios tendo o usuário final como foco principal de sua evolução? 

Os consumidores adaptaram-se à era digital há anos. Internet banking no celular, compra de passagens aéreas em poucos cliques, café, serviços de transporte e carros via aplicativo e por aí afora. Seus hábitos também mudaram: já não consomem do mesmo jeito, não se locomovem da mesma maneira, não buscam por informações como antigamente. Esse novo momento exige reflexão sobre como estamos nos relacionando com nossos públicos. 

Tudo se tornou mais ágil e, em decorrência disso, o volume de informações aumentou. Para acompanhar essa nova fase, empresas de diferentes nichos passam a enxergar além das informações tradicionais e criar oportunidades de negócios: a tecnologia é utilizada para facilitar a conexão entre empresas e usuários e garantir resultados mais assertivos para os negócios.  

Contudo, ainda há o desafio de educar empresas sobre a possibilidade de adotar a tecnologia como aliada em todas as etapas dos negócios, seja para aperfeiçoar o conhecimento sobre seus públicos e concentrar seus esforços de maneira estratégica para promover resultados, seja para adaptar seus produtos e serviços às necessidades dos novos consumidores. Muitas organizações, de diversos segmentos, não conhecem sua audiência. Trabalham com base em informações genéricas e limitado entendimento do mercado e de potenciais compradores. A consequência é um contingente enorme de clientes invisíveis às lentes usadas pelos modelos tradicionais de prospecção no mercado. 

Em economias em alto desenvolvimento, como o Brasil, companhias especializadas no uso de informação têm muita capacidade de ajudar seus clientes a aperfeiçoar o relacionamento com os consumidores. Elas podem gerar mais credibilidade, fidelização e lucro para as empresas ao oferecer mais produtos e serviços de acordo com as necessidades de cada indivíduo. Uma empresa que não consegue entender o comportamento de seus atuais e possíveis consumidores perde espaço para a concorrência. 

Na prática, as empresas que utilizam essas soluções de informação – para análise de perfil e comportamento, combate à fraude ou automatização de decisões – podem entender melhor o comportamento de atuais e possíveis compradores, oferecendo produtos, serviços, promoções e ações personalizados que são mais adequados a cada perfil e necessidade desses consumidores.  

Esse processo impacta diretamente na sociedade, pois as companhias passam a olhar o consumidor de forma individual e atender às suas necessidades específicas. Dessa maneira, uma pessoa com perfil que antes poderia não ser interessante para uma instituição financeira ou varejista, por exemplo, passa a ser público-alvo. A organização percebe que é possível que esse novo potencial cliente tenha acesso a bens e serviços de acordo com seu perfil e comportamento financeiro particular. Isso tudo acontece a partir da análise de dados alternativos. 

Há alguns anos, um negócio de sucesso era aquele que tinha uma proposta de valor imutável, com alguma diferenciação nos produtos, e mercado voltado para resultados. Na era digital, é preciso estabelecer sinergia com o cliente, investir em pesquisas de interesse e mudar processos, à medida que o modelo existente se torne senso comum. As mudanças não se referem somente à inserção da tecnologia nos negócios. É uma nova cultura organizacional, que semeia e promove a inovação com foco no consumidor e impacto direto na qualidade de vida da população. 

Presidente da TransUnion Brasil desde 2012, quando consolidou as operações da companhia no país, tem mais de 37 anos de experiência no setor de tecnologia e serviços. Seu principal foco é a execução de uma estratégia de crescimento contínuo da TransUnion em um mercado em constante transformação. Ocupou várias posições executivas de destaque na Hewlett-Packard (HP), atuando para a América Latina como general manager para uma divisão de outsourcing. No Brasil, foi general manager e diretor de Soluções e Serviços, general manager de serviços, diretor de Vendas de Soluções e Serviços, até se tornar VP de Vendas. O executivo cursou Engenharia e Administração de Empresas na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com especializações na Fundação Getulio Vargas (FGV) e Wharton Business School, nos Estados Unidos. 

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