11ª edição

Participação em conselhos é um caminho para o setor varejista ser reconhecido, fortalecido e ampliar sua atuação

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Quando um sistema do tamanho da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) opera na função de representar esse relevante setor econômico, é preciso lançar mão da unidade para construir a convergência de ideias, pensamentos e ações, focando no fortalecimento da atividade produtiva e de ambientes de negócios. É reconhecido que ganhos de eficiência e produtividade no segmento têm capacidade de gerar impactos sistêmicos positivos na economia nacional, melhorando o desempenho de praticamente todos os segmentos empresarias. Assim, é fundamental o aperfeiçoamento de sua representação. A participação de gestores do sistema em fóruns e conselhos é fundamental para a criação de políticas públicas e legislações que signifiquem caminhos para desenvolver o setor. O envolvimento é vital para colocar em marcha ações necessárias que focam na crise atual.

Seguindo um dos projetos estruturadores dessa gestão, a CNDL aposta na representatividade por meio da participação em conselhos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – nacional e estaduais – e em conselhos e secretarias estaduais e municipais. De acordo com recente levantamento realizado pela instituição, é significativa a participação com o intuito de promover mudanças e melhorias no ambiente de negócios, respeitando e valorizando as características de cada região.

Aproximadamente 300 associados participam de conselhos em suas cidades e representantes do sistema têm assentos garantidos em 14 Conselhos Deliberativos do Sebrae. É a capilaridade necessária para trazer retorno significativo ao setor, na defesa de pleitos que favoreçam e melhorem o ambiente de negócios das empresas representadas. A participação em juntas comerciais também traz exemplos do que essa representatividade significa. A revista Varejo s.a. traz alguns exemplos dessa representatividade. Confira os principais pontos.

Rio Grande do Sul

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A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) do Rio Grande do Sul participa do Conselho Deliberativo do Sebrae-RS desde 2004. Seu presidente, Vitor Augusto Koch, foi presidente do conselho de 2010 a 2014.

Entre as ações do conselho que impactaram o setor no estado, destacam-se a implantação de programas de qualificação e melhorias na gestão interna do Sebrae-RS, com base no sistema recomendado pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), que ampliou, melhorou e qualificou a infraestrutura de atendimento nas regionais e unidades de atendimento, além de priorizar e acelerar a qualificação dos consultores.

“Participar de maneira efetiva das atividades de uma organização como o Sebrae-RS, sem dúvida, tem papel de extrema relevância não apenas para o lojista associado às entidades, mas para todos os empreendedores do segmento representado pelas CDLs. Nossa capilaridade e experiência permitem-nos contribuir de maneira efetiva para a boa construção dos planos estratégicos, acompanhando sua execução e orientando em casos de realinhamento”.

Para o futuro, o dirigente destaca que é extremamente importante estar atento às demandas regionais para agir rapidamente, apresentando soluções que melhorem de fato a vida do empreendedor brasileiro.

 

Bahia

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A FCDL da Bahia integra o Conselho Deliberativo do Sebrae-BA há mais de 20 anos. Seu presidente, Antoine Tawl, é conselheiro desde 2010.

Entre as ações de destaque no estado, estão orientações estratégicas para ampliar a influência do Sebrae no ambiente de atuação dos pequenos negócios, além do fortalecimento da cultura empreendedora no estado e da criação de uma comissão de compliance, que define mecanismos de transparência e conformidade aos regulamentos e legislações. O apoio do Sebrae em ações e campanhas da FCDL-BA também é destacado.

“O envolvimento do órgão em questões econômicas, de interesse do comércio varejista, é de extrema importância. Trata-se do maior fórum de debate do setor produtivo do estado, de modo que é fundamental que o varejo esteja representado nele. Assim, temos a oportunidade de ter nossas demandas e necessidades compartilhadas e debatidas”.

Diante do cenário atual, o dirigente enfatiza a importância da continuidade dos trabalhos do fórum para garantir uma retomada sustentável do crescimento. Para ele, o conselho é espaço vital de atendimento estratégico a micro e pequenas empresas, nas suas amplas demandas, visando ao fortalecimento desse segmento empresarial.

 

Espírito Santo

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Marcelo Sales, vice-presidente da FCDL do Espírito Santo, participa da Junta Comercial do Espírito Santo desde 2015. Ele destaca a relevância da entidade no atendimento de demandas importantes para o setor, desenvolvendo ações que busquem agilidade e desburocratização.

As principais ações nesse sentido são a completa automação do processo de abertura, alteração e baixa de empresas no estado e a interligação de informações da Receita Estadual, Receita Federal e municípios, facilitando a vida dos empresários, que podem resolver todas as pendências em um único lugar.

“Nossa participação é de extrema importância para fazer essa conexão entre os interesses do comércio e todo o mecanismo burocrático existente no estado, adequando os trâmites às nossas necessidades reais. Em dois anos, já podemos ver alguns resultados da nossa ação. O tempo de tramitação dos processos caiu de aproximados dez dias para apenas dois e a burocracia diminuiu substancialmente”.

Para o futuro, o dirigente destaca o plano de transformar a Junta Comercial em uma incubadora de empresas, buscando auxiliar, incentivar e apoiar, cada vez mais, o empresário.

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