25ª edição

Por Giovanna Jardim

 

Conheça a GuardSI e sua solução para proteger informações de pequenas e médias empresas

 

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Nos dias atuais, usuários de serviços pela internet manifestam receio de terem seu nome e informações pessoais divulgados indevidamente nas redes. Ambientes que lidam com transações financeiras são exemplos de alvos fáceis para ataques cibernéticos. Invasões feitas por hackers podem resultar em diversas fraudes, como, por exemplo, a substituição do endereço de entrega de compras realizadas e novas compras feitas com dados de terceiros. Danos como esses levam muito tempo para serem corrigidos e, nesse sentido, a segurança necessária para criptografar as informações fornecidas pelos clientes é fundamental.

 

Nesse cenário, surgem start-ups especializadas no combate ao cybercrime. Em 2015, com foco em soluções interessantes para seus clientes, a start-up mineira GuardSI começou a operar no ramo de práticas de segurança cibernética. Confira sua trajetória na conversa com seu diretor executivo, Leandro Rezende.

  

Em que contexto surgiu a ideia da start-up?

A GuardSI nasceu quando identifiquei, mais do que uma oportunidade, uma necessidade de apoio às pequenas e médias empresas no combate ao cybercrime. Tenho mais de 20 anos de experiência em segurança da informação e proteção de dados e sei que hackers, ameaças, ataques e vazamento de informações são palavras comuns no cenário atual, com clara tendência de agravamento, vide iniciativas atuais e crescentes, como internet das coisas (IoT), big data, cloud, inteligência artificial, transformação digital etc.

 

Como é a realidade das pequenas e médias empresas no quesito segurança cibernética e quais soluções foram desenvolvidas pela GuardSI?

As soluções atuais de segurança são focadas em grandes empresas, que têm uma conscientização maior dessa necessidade e são as principais consumidoras desses produtos. As pequenas e médias empresas não têm orçamento para adquirir soluções caras e complexas ou usar serviços especializados de alto custo, o que acarreta sua exclusão. Nesse cenário, entramos com o propósito de criar uma solução para a gestão da segurança nos ambientes digitais de forma simples e com baixo custo, possibilitando a inclusão de pequenas e médias empresas no atendimento às regulamentações e combate ao cybercrime. Assim, surgiu o DefSpider, produto que está sendo desenvolvido com esse objetivo. Já estamos com um MVP (Minimum Viable Product, no jargão das start-ups), que foi lançado em 2017, e a todo vapor na implementação de novas funcionalidades.

 

Quais foram os principais desafios?

Nossos maiores desafios estão em sintonia com a grande maioria das start-ups mundiais atuais, isto é, a contratação de mão de obra especializada. No nosso caso, além de termos a necessidade de programadores de alto nível, existe o desafio de contarmos com profissionais de segurança, ainda mais escassos. Assim, para que não percamos bons profissionais, difíceis de serem repostos, cada vez mais temos que estar atentos às novas formas de gestão e liderança de pessoas, pois estamos tratando de profissionais da “geração Z”, com outro padrão de comportamento corporativo. Ambiente, horários, desafios, códigos de vestimenta, modelos de participação, tudo tem que ser revisto nos modelos tradicionais. Além disso, tratar de segurança da informação nas pequenas e médias empresas – e em muitas grandes também – ainda não é algo tão disseminado e esbarramos em dificuldades de compreensão da necessidade e em orçamentos não definidos para essas linhas de investimentos. Há uma tendência clara de mudança, de modo forçado (precisa!), com as recentes leis de proteção de dados, tanto na Europa e Brasil quanto em vários outros países (e caminhando cada vez mais), que afetam praticamente todas as empresas do mundo, ou seja, essa conscientização virá por forma de lei, assim como o uso do cinto de segurança, por exemplo, que no início foi uma lei combatida com muita resistência e hoje é algo que nem pensamos mais, simplesmente usamos e estamos mais seguros. O DefSpider também ajuda nessa obrigatoriedade de adequação ao LGPD e GDPR e terá módulos específicos para isso.

 

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