22ª edição

Variedade e preço baixo são os atrativos do clube de assinaturas, que pretende faturar R$ 12,5 milhões neste ano

jul_StartMeUp_fundadores

Ter uma restrição alimentar, muitas vezes, significa dificuldades na hora de fazer compras. Em um setor que é ignorado pelos supermercados, a OneMarket enxergou uma oportunidade: a start-up criou um clube de assinaturas de produtos para quem precisa seguir uma dieta restrita ou busca uma alimentação saudável. Criada em 2014 pelos sócios Henrique Zanuzzo, Lucas Marin e Luís Fontes, a empresa tem cerca de oito mil assinantes e pretende alcançar 13 mil até o fim de 2018. O faturamento no ano passado foi de R$ 8 milhões. Para 2018, a meta é de R$ 12,5 milhões.

A start-up atende a públicos distintos: celíacos, veganos, pessoas interessadas no universo fitness ou que seguem uma dieta sem glúten. Mas todos têm algo em comum: não estão satisfeitos com a proposta de valor do mercado atual.

“Os supermercados tradicionais estão acostumados a pensar de forma massiva, não personalizada”, explica Zanuzzo. “O consumidor que busca uma opção alimentar diferente da opção tradicional acaba tendo uma proposta de valor inferior. Encontrar produtos específicos é mais difícil; quando encontra, as opções são limitadas e os preços, elevados”.

A proposta da OneMarket é atender não apenas àqueles que têm restrições alimentares, mas todos que buscam uma alimentação saudável. “Estamos pouco acostumados a pensar dessa maneira, mas, dentro da lógica de alimentação saudável, isso é natural; o que é saudável para mim não necessariamente é saudável para você, ou seja, dentro da alimentação saudável, a dieta é personalizada”, afirma Zanuzzo.

Clube de compras

O principal produto é o clube de compras, lançado em março de 2018. Ele dá acesso ao portfólio de produtos com preço de atacado por R$ 59,40 por semestre, cerca de R$ 10 mensais. Zanuzzo conta que a proposta surgiu para oferecer ao consumidor a opção de customizar a própria caixa, mas mantendo preços baixos. “Clube de compras não é um produto tradicional no mercado brasileiro, então sabíamos que teríamos um pouco de fricção até o entendimento do consumidor. Apesar disso, o lançamento foi bem satisfatório e estamos acompanhando cada vez mais consumidores entendendo a proposta de valor”, avalia.

O CEO da OneMarket revela que a principal dificuldade que a start-up enfrentou foi tecnológica. “Quando nascemos, o modelo de clube de assinaturas não era comum, por isso não havia opções de plataforma de prateleira para usarmos e acelerarmos o desenvolvimento, praticamente tudo teve de ser desenvolvido dentro de casa”, comenta. Para superar esse obstáculo, a empresa buscou investir em profissionais qualificados para estruturar a equipe de tecnologia.

Segundo Zanuzzo, as principais vantagens de atuar no setor de restrições alimentares são a concorrência menor e a necessidade grande que o público tem pelos produtos. Ele acredita que a tendência é aumentar o número de pessoas com restrições alimentares. “Como desvantagem, cada restrição tem demanda e cuidados específicos, o que pode deixar o business mais complexo. Alguns nichos são pequenos demais para justificar uma proposta segmentada”, alerta para quem tem vontade de se aventurar no ramo.

Como funciona

Consumidores podem assinar caixas mensais de produtos personalizados para a dieta que seguem. Quem tem restrições conta com as opções LacFree Box, GlutenFree Box, SugarFree Box e Vegana Box. A OneBox é voltada para quem não tem restrições, mas quer seguir uma alimentação saudável. A OneMarket também conta com uma caixa feita em parceria com a marca de lanches saudáveis Pic-Me.

Já o Passaporte OneMarket funciona como um clube de compras: cada membro paga uma taxa de R$ 59,40 por semestre para ter acessos a produtos com preços de atacado e outros benefícios. Confira no site: www.onemarket.com.br.

 

shares