3 de novembro de 2018
Start-up do sono
Walquene Sousa por Walquene Sousa

O sono de qualidade está cada vez mais escasso, devido ao uso excessivo das tecnologias e o estresse do dia a dia, é o que comprova uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Sono. Cerca de 73 milhões de brasileiros não conseguem dormir bem. Os fatores são múltiplos; no entanto, o problema pode ser amenizado. De olho nesse segmento, a start-up Zissou, marca pensada para redefinir a relação das pessoas com o sono, desenvolveu produtos que podem proporcionar mais tranquilidade na hora de dormir.

Com experiência em e-commerce e tecnologia, os sócios Ilan Vasserman, Andreas Burmeister e Amit Eisler deixaram a carreira corporativa para investir em produtos relacionados ao sono. “Passamos um ano entendendo a relação das pessoas com o sono para desenvolver produtos ideais ao mercado brasileiro. A empresa já nasceu no ambiente digital, utilizando o e-commerce não apenas como um mecanismo de venda, mas como uma forma de relacionamento com o consumidor”, explica Vasserman.

O último lançamento é um travesseiro adaptável, feito em camadas individuais para se moldar confortavelmente a cada pessoa. O travesseiro da Zissou é composto por uma capa de algodão com fibra siliconada e três camadas de viscoelástico de memória responsiva, com formas e alturas diferentes. Dentro da capa, é possível colocar até duas camadas, conforme a preferência de quem utilizará o produto. A camada adicional pode servir como apoio entre as pernas. A espuma extra pode ser usada por quem prefere dormir com um travesseiro mais alto na cabeça ou até como um produto portátil para viagens de avião e carro.

“Cada um tem seu jeito particular de dormir e, exatamente focando nessa rotina diferenciada, o travesseiro modular Zissou chega como o primeiro em que a pessoa define seu nível de conforto. É assim que vamos revolucionar, com diversas formas de travesseiro em um único produto”, diz Vasserman.

De acordo com o empresário, para se diferenciarem no mercado, a estratégia utilizada foi o omnichannel, com produtos comercializados da indústria diretamente com o consumidor por meio do e-commerce. Assim, a start-up eliminou custos onerosos de intermediários da cadeia, ociosidade de estoque, encargos de logística, transporte e instalação. Também oferecem pronta-entrega na cidade de São Paulo e cem dias de teste para cada produto. Se o consumidor não gostar do seu colchão ou travesseiro, o dinheiro da compra será devolvido.


Duas perguntas sobre o negócio

Quais principais desafios devem ser superados e como planejam os próximos passos da empresa?

Toda nossa trajetória é baseada em três vertentes. A primeira é focar no desenvolvimento de portfólio de produtos de sono, sempre inovando e trabalhando com uma composição única por tipo de produto; por exemplo, uma única composição para o colchão e para o travesseiro. Temos também outros produtos pela frente, do mundo analógico ao digital – desde roupa de cama até internet das coisas voltada ao sono, com produtos que monitoram a luminosidade do ambiente e a temperatura do corpo.

O segundo aspecto é focado na expansão dos nossos produtos para outras regiões do Brasil. Participamos de eventos e buscamos parcerias com marcas que conseguem trazer a experiência Zissou em suas lojas. A rede de hotéis Fasano utiliza nosso colchão em três propriedades.

Por fim, trabalhamos com reforço de marca, investindo em conteúdos e ações inovadoras. Não temos a pretensão de solucionar o sono, mas redefinir a relação das pessoas com ele, fazendo produtos que as auxiliem nesse objetivo.

Existe uma tendência de segmentação nos negócios e as start-ups estão se destacando em nichos bem específicos. Como avaliam esse cenário?

Sim, é um cenário muito positivo. As marcas estão cada vez mais buscando intimidade com o consumidor. Existe uma tendência de empresas que nascem no mundo digital, focando em nichos específicos de lifestyle. Isso vem sendo uma revolução no varejo, principalmente nos Estados Unidos. É um grande movimento, pois não se trata de foco em produto, mas em experiência de consumo, e as start-ups têm se destacado como especialistas que entendem os anseios dos consumidores.

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