18 de novembro de 2019
SPC Brasil se associa à fintech para atuar no mercado de registro de ativos financeiros
Varejo SA por Varejo SA

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) entrou com um pedido de homologação no Banco Central para operar como uma entidade registradora no recém-criado mercado de duplicatas eletrônicas e de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). O ingresso no setor será por meio da criação de uma nova empresa sociedade anônima formada com a start-up Grafeno Digital, fintech que atua no desenvolvimento de soluções que simplificam processos financeiros por meio de tecnologias emergentes. 

A expectativa é de que a entrada do SPC Brasil nesse segmento crie mais dinamismo e segurança e estimule a competição no mercado, que conta com apenas duas empresas homologadas pelo Banco Central. “O mercado de duplicatas eletrônicas é bastante promissor no país e, com sua regulamentação, possui grande potencial de transformar o setor financeiro, injetando mais crédito na economia, garantindo segurança na antecipação de recebíveis e simplificando as transações comerciais entre empresas”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Após apreciação do pedido pelo Banco Central e posterior autorização, o SPC Brasil estima que poderá levar aproximadamente seis meses para implementar o modelo de negócio e começar a operar. 

Controle de recebíveis

A escolha da Grafeno Digital como parceira nessa empreitada vai permitir o desenvolvimento de soluções a partir de uma plataforma 100% digital e que reúne todas as especificações jurídicas que garantem a solidez e segurança para o registro das duplicatas, sendo responsável pelo controle de recebíveis de ponta a ponta, desde a cobrança, verificação de validade até o registro, incluindo a transferência de titularidade, acompanhamento de liquidações e conciliação entre as partes.

A parceria nasce com o objetivo de reduzir as fraudes e aumentar a segurança do crédito no mercado de recebíveis, reforçando o propósito de levar confiança e mais transparência para as relações entre as empresas.

“Trata-se de uma revolução que vai sedimentar um mercado promissor de emissão e negociação de títulos e o SPC Brasil, com toda a sua bagagem de seis décadas como fonte confiável de informação na análise de crédito e em soluções digitais, não poderia ficar de fora desse momento transformador”, diz Pellizzaro Junior.

“O registro eletrônico da duplicata dará mais segurança às operações e sustentará sua garantia de recebimento. Isso poderá evitar fraudes, como, por exemplo, que um fornecedor use uma mesma duplicata para antecipar os recursos em mais de uma instituição financeira. Já as empresas de menor porte poderão destravar o uso de duplicatas como garantia junto aos bancos e demais instituições financeiras na obtenção de recursos para capital de giro, ao mesmo tempo que minimizarão riscos operacionais, fraudulentos e cobrança de taxas”, analisa.

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