1 de julho de 2017
Reciclar é responsabilidade nossa
Varejo SA por Varejo SA

Empresas de varejo fazem a diferença para o meio ambiente ao incluir a gestão de resíduos sólidos na rotina de funcionários e consumidores

Por Taise Borges

Visão geral do estoque da Via Varejo
Visão geral do estoque da Via Varejo

 

Varejistas podem dar bons exemplos quando o assunto é a proteção do meio ambiente. A empresa que investe em ações de responsabilidade ambiental constrói uma imagem positiva no mercado, sai na frente em inovação e ainda faz economia. Para os lojistas, iniciativa básica é a reciclagem de resíduos sólidos, processo em que o desperdício é substituído pela transformação de materiais, que adquirem novo potencial de utilidade. Nesta edição, a Varejo s.a. traz exemplos de práticas sustentáveis adotadas no varejo. Inspire-se nelas!

 

Consumo consciente

A Via Varejo S.A. é a empresa responsável pela administração de duas importantes redes varejistas brasileiras. A companhia, que está presente em mais de 400 municípios do país, com mais de 900 lojas e cerca de 50 mil colaboradores, tem um programa próprio de gestão de resíduos sólidos: o Reciclagem Via Varejo (REVIVA). Além da separação de materiais recicláveis dentro das lojas, o REVIVA realiza a logística reversa de embalagens, o que consiste em levar de volta à triagem caixas de papelão, isopor e plástico descartadas pelos clientes na hora do recebimento das mercadorias adquiridas nas lojas da empresa.

Para dar o correto tratamento aos materiais recolhidos, o programa atua num modelo misto baseado em uma central própria de triagem e no fortalecimento de cooperativas. Com esse escopo, além de se adaptar à legislação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a empresa proporciona a inclusão social de famílias de catadores que vivem da comercialização dos materiais. Desde sua criação, o projeto já encaminhou mais de 70 mil toneladas de materiais para reciclagem.

Consumidores em loja da Via Varejo

Exemplo que vem do sistema

Com o intuito de despertar a consciência ambiental dos varejistas, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, lançou uma campanha de sucesso entre os comerciantes da cidade. O estímulo foi para que o varejo substituísse as sacolas brancas tradicionais pelas verdes – recipientes adequados ao armazenamento de materiais recicláveis. A ideia era que as sacolas verdes servissem como um lembrete aos comerciantes e consumidores sobre a necessidade da destinação correta dos resíduos sólidos. Para engajar os lojistas, a CDL também criou o selo “Este estabelecimento incentiva a reciclagem”, distribuído àqueles que aderiram à ação.

De acordo com seu presidente, Marcelo Nasato, a campanha surtiu efeitos positivos para o município. Com a separação correta, o volume de lixo levado aos aterros sanitários diminuiu, o que resultou em mais matéria-prima para os recicladores e menos gastos com a logística de transporte. “Os materiais recolhidos passaram a ser destinados a cooperativas, gerando emprego e renda para os catadores e economia para os cofres públicos”, explica. Graças às ações dos varejistas, da população e do poder público, no município, o índice de reciclagem, que, em 2013, era de 4%, já alcançou 30%.

Marcelo Nasato
Marcelo Nasato e a Sacola Verde da CDL Jaraguá do Sul

Um supermercado sustentável

Outro bom exemplo vem do Acre. Em Marechal Thaumaturgo, cidade com 15 mil habitantes, a poluição chamou a atenção de Marcelo Valadão. O problema motivou o empresário, idealizador da House of Indians Foundation – instituição sem fins lucrativos que trabalha em defesa dos povos da Floresta Amazônica –, a criar um supermercado diferente. Nele, cada quilo de material reciclável é revertido em um cupom que permite a troca por alimentos disponíveis na mercearia. Em um mês, o mercado arrecadou cinco toneladas de garrafas PET que sujavam a cidade.

Mas a ação não teve impacto somente na disseminação da cultura da reciclagem. Com a criação do mercado, os alimentos produzidos pela tribo indígena Ashanika e pelos moradores da cidade ganharam um espaço de venda, o que serviu como incentivo à economia local. O primeiro supermercado ecológico do país ainda permitiu a assistência àquelas pessoas que não tinham condições de encher a geladeira de casa com alimentos de boa qualidade, como frutas, cereais, legumes e verduras.

Supermercado sustentável
Supermercado sustentável em funcionamento

 

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