8 de maio de 2019
Quando tudo são flores
Marina Galerani por Marina Galerani

Floriculturas on-line investem em praticidade, rapidez na entrega e qualidade. Conheça o segmento que ganha cada vez mais espaço

Seja para presentear pessoas queridas, seja para trazer um pouco de natureza para dentro de casa, o consumo de flores é um clássico que nunca sai de moda. Com a produção e venda registrando aumento de 8% a 9% ao ano e movimentando cerca de R$ 8 bilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), o mercado de flores merece atenção.

Combinado ao crescimento cada vez maior do e-commerce no Brasil, as floriculturas on-line despontam como modelo de negócio bastante promissor. Gigantes do setor apresentam números atraentes: a Flores Online, primeiro e-commerce de flores do país e integrante do Grupo Flora, registra aumentos anuais de 30% em sua receita, enquanto a Giuliana Flores, detentora de grande parte do market share do país, alcançou 290 mil pedidos em 2018 e espera chegar a 320 mil em 2019.

Pode parecer desafiador comercializar pela internet e entregar para todo o país um produto que, além de ser perecível e muito delicado, tem um apelo totalmente visual. No entanto, parcerias com floriculturas ao redor do Brasil garantem entregas de alta qualidade, rápidas e seguras. “Essas floriculturas parceiras recebem manuais de treinamento para produzir os nossos arranjos no mesmo padrão de qualidade, como se fosse na nossa sede em São Paulo”, conta Luiz Torres, CEO da Flores Online. Por contar com um sistema que direciona automaticamente o pedido para a floricultura mais próxima ao local de entrega, a empresa consegue reduzir drasticamente o tempo entre a compra e a chegada do produto às mãos do cliente.

A Giuliana Flores, que também conta com um grande número de floriculturas parceiras, garante entregas expressas: “Até três horas para todas as capitais do país e uma hora para a grande São Paulo”, afirma o fundador, Clóvis Souza.

Visão apurada

Segundo Torres, o mercado em questão surgiu por volta de 1998. “Na mesma época, nasceu a Flores Online, sendo pioneira nesse segmento”, afirma. A trajetória do CEO teve início em 2007, com a floricultura Isabela Flores, que também opera on-line e integra o Grupo Flora. “Adquirimos a Flores Online em 2017, por enxergarmos um mercado grande, atrativo e que ainda está em expansão”, conta. 

O investimento em uma base tecnológica forte veio ao diagnosticar o segmento de flores como bem consolidado apenas no meio físico, carecido de inovações. A expertise em tecnologia do grupo foi essencial para o sucesso da marca. “A maioria das floriculturas nasce em espaço físico e depois entra no digital. A Flores Online já nasceu digital, o que facilitou o crescimento e a adoção de novas tecnologias”, explica.

Flores desde criancinha

Criada em 1990, a história da Giuliana Flores começou com uma loja física. Souza, o fundador, conta que, aos dez anos de idade, trabalhava em uma floricultura para ajudar a família. “Eu morava em cima de uma floricultura e minha mãe trabalhava o dia todo. Para não me deixar sozinho em casa, ela perguntou ao dono da loja se eu poderia trabalhar no local depois que chegasse da escola”, lembra. Foi assim que sua relação com as flores começou.

A iniciativa de investir no meio on-line veio de forma natural. “Quando a internet surgiu, tive o insight de fazer um catálogo on-line”, conta. Sem verba para investir no marketing da loja no início, o fundador apostou em parcerias com bancos e seguradoras que divulgavam empresas em faturas de cartão de crédito. “Eu oferecia um desconto aos clientes deles. Essas ações foram fortificando a marca, porque era como se o banco dissesse ‘compre nessa empresa, ela é segura’. Esse foi o ponto de virada”, afirma.

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