23 de setembro de 2018
Por que você deve integrar seu e-commerce a um marketplace
Diogo Lupinari por Diogo Lupinari

Em tempos de selfie, quem nunca aproveitou a companhia de uma pessoa popular ou posou para uma foto em um lugar bacana para promover-se nas redes sociais? A ideia é uma só: agregar valor à sua própria imagem.

Pode parecer que o parágrafo acima não tem nada a ver com a relação entre e-commerces e marketplaces que está no título deste texto, mas hoje, com a popularidade dos chamados shoppings virtuais, ele resume perfeitamente o que significa colocar os produtos da sua loja nessa grande vitrine digital: aproveitar a popularidade e a credibilidade de marcas consolidadas no mercado para atrair audiência e aumentar as conversões.

Não há dúvidas de que o modelo de negócios de marketplaces chegou para ficar. De acordo com dados divulgados pela Ebit, o faturamento de 2017 nesse canal foi equivalente a R$ 8,8 bilhões, representando 18,7% do total de R$ 47,7 bilhões que o comércio eletrônico brasileiro arrecadou.

O formato de marketplace popularizou-se, pois, para o usuário, é muito mais cômodo buscar e pesquisar seus produtos num único site de vendas. Além disso, essas redes comerciais já são do conhecimento e da confiança do consumidor on-line. No entanto, isso não quer dizer que o lojista que já digitalizou suas operações em uma loja de e-commerce convencional deve desativar sua página e migrar todas suas prateleiras para dentro dos shoppings virtuais. Na verdade, as estratégias comerciais correm em paralelo e as integrações múltiplas apenas ampliam as possibilidades de vendas – o mesmo raciocínio vale para a relação loja física versus loja virtual, que, como se sabe, dividem um mesmo comprador omnichannel.

Além disso, o ambiente de marketplace é uma excelente estratégia de divulgação do negócio para quem não visitou seu e-commerce ainda. Para ficar na analogia da selfie nas redes sociais, a loja faz algo parecido como quando o usuário marca a pessoa na sua foto ou faz um check-in no lugar em que esteve e, desse modo, atrai a atenção de gente de fora da sua rede de amigos, criando novas possibilidades de contatos.

Sendo assim, o mais inteligente nessa hora é aproveitar todos os caminhos digitais disponíveis e conectar os estoques das lojas às vitrines mais bem posicionadas no ambiente de vendas on-line, até porque, nessa relação, todos saem ganhando: e-commerce e marketplace aparecem na mesma foto e o consumidor é quem “curte”.

*Diogo Lupinari é CEO e cofundador da Wevo.

Sobre a Wevo – Criada em 2012 e com sede em São Caetano do Sul (SP), é especialista no desenvolvimento de tecnologias para integração de sistemas e dados, tendo se destacado em seu segmento após atuar em projetos de integração de alta complexidade para o varejo. Hoje, a empresa tem entre seus clientes marcas como Whirlpool, Volvo, Decathlon, Drogaria São Paulo, Unilever, Leveros, Multilaser e Nestlé. Neste ano, a Wevo foi a ganhadora do Prêmio ABComm de melhor empresa de tecnologia para e-commerce.

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