1 de setembro de 2016
Pokémon Go se torna nova ferramenta de marketing para os varejistas.
Varejo SA por Varejo SA

Os blogs de tecnologia nunca foram tão acessados como nos últimos meses. Internautas dormiam e acordavam atualizando os sites a procura de notícias sobre o lançamento do jogo Pokémon Go no Brasil. A ansiedade do público só diminuiu no dia 3 de agosto, quando, enfim, o aplicativo entrou no ar. Agora, os personagens do desenho que fez sucesso na década de 1990 já podem ser encontrados e capturados nas regiões do País.

Na mesa do bar, no balcão de uma loja, no teclado do trabalho ou em um estacionamento. Em qualquer um desses lugares, já é possível perceber celulares apontados em busca de bichos como o Pikachu. Além de um simples jogo, que vem deixando muita gente distraída por aí, a nova ferramenta tem sido usada também por empreendedores como uma estratégia de marketing.

Fã assumido do jogo, o cearense Thiago Amaro (foto abaixo), profissional da área de marketing digital, enxergou na oportunidade uma maneira de poder se divertir e ganhar dinheiro. “Alguns empreendedores me procuraram e estamos divulgando os locais onde tem PokeStop, ou seja, lugares onde os jogadores podem encontrar itens importantes para o jogo e bichinhos. Essa, sem dúvida, é uma ótima estratégia de marketing. E, além de divulgar, estamos oferecendo o serviço de transporte até o endereço marcado”, explica.

Para o transporte, Thiago fechou parceria com motoboys e motoristas, que cobram de R$ 25,00 a R$ 50,00 para fazer o serviço. “Não via a hora do jogo chegar ao Brasil e, além de poder caçar os personagens, colocar em prática a ideia de poder ajudar os outros com o deslocamento. No primeiro dia de divulgação do serviço, recebemos mais de cem demandas. Criamos um aplicativo para atender esse público e poder nos auxiliar na coleta de informações, pagamento, agendamento de corrida etc”, explica o motoboy Denis Paes.

O que é?

O Pokémon Go, idealizado pelas empresas Nintendo e Niantic, foi inspirado no desenho animado japonês “Pokémon”, sucesso na década de 1990, que tinha como personagens o Pikachu, Charmander e Squirtle. A grande diferença entre a atual e a antiga versão é a forma como se joga. O game atual usa realidade virtual associada ao sistema de localização por satélite (GPS) para espalhar pokémons pelas cidades. O objetivo é colecionar os monstrinhos que só podem ser visualizados e capturados com smartphone.

O que dizem os blogs

Blog Techtudo:

“Pokémon cumpre com as expectativas elevadas e o resultado é bastante diverti do. Não espere um jogo com história, desenvolvimento de personagens ou batalhas complexas. O importante no jogo é aproveitar a cidade e alimentar aquele espírito colecionador dentro de cada um.”

Tecnoblog:

“Milhões de fãs estão revivendo o desejo de ser um treinador de Pokémon. Não é à toa que o jogo, nos EUA, é mais usado que Twitter e Tinder, além de ter mais engajamento que o Facebook.”

Blog Helio Gurovitz:

“O Pokémon Go, segundo dados da consultoria SimilarWeb, é usado, em média, 43 minutos por dia, mais que outros aplicativos como WhatsApp (30 minutos), Instagram (25 minutos), Snapchat (22 minutos) e Facebook Messenger (13 minutos).”

Tecmundo:

“Já não há mais dúvidas do sucesso de Pokémon Go. O jogo de realidade aumentada, pautado no universo dos monstrinhos de bolso, tem quebrado recordes pelo mundo por causa de sua popularidade e capacidade de envolver o público.”

Atraindo o público

Os estabelecimentos americanos, que tiveram acesso ao jogo, também viram a ferramenta como forma de atrair o público. De acordo com relatório do New York Post, os empresários viram suas vendas saltarem 75% nos finais de semana devido
à ativação do recurso “módulo de atração”, que atrai personagens virtuais para a loja e, como consequência, jogadores.
“Não existia uma plataforma social de geolocalização para atrair tantas pessoas de uma só vez”, afirma o documento.

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