9 de outubro de 2018
Perfil: Maria do Socorro Teixeira Noronha
Varejo SA por Varejo SA

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Maria do Socorro Teixeira Noronha é piauiense de Teresina, mas construiu a maior parte de sua história no Maranhão, aonde chegou aos 15 anos, quando o pai decidiu encarar o desafio de montar uma concessionária Chevrolet na capital maranhense. Foi a partir daí também que ela começou a ter contato com o mundo dos negócios e atuou diretamente nas empresas da família, sem deixar de investir em sua formação profissional. É graduada em Administração pela Universidade Estadual do Maranhão, Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Maranhão e Direito pela Universidade Ceuma. Além disso, tem pós-graduação em Propaganda e Marketing. Mãe de quatro filhos e avó de uma menina, é diretora da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e conta para a revista Varejo s.a. um pouco mais da sua história.

Qual é o seu negócio? Quando decidi ter meu próprio empreendimento, optei pela construção civil e hoje dirijo a Noronha Incorporações e Construções Limitada, que inclui uma imobiliária para locação e venda de imóveis próprios.

Quais são os principais desafios da sua área? A construção civil é um dos segmentos mais desafiadores do sistema produtivo, porque atua para atender a uma demanda básica do brasileiro, que é a moradia. No entanto, a política econômica do país não favorece a sustentabilidade dos negócios das construtoras, nem garante à população condições para adquirir seu imóvel. Trabalhar nesse ramo é assumir grandes riscos e estar sempre buscando diferenciais que tornem a empresa competitiva.

Como começou sua história no Sistema CNDL? Em 2007, ingressei no movimento lojista a convite do empresário Alberto Nogueira para ser vice-presidente na chapa que disputaria o mandato na CDL São Luís. Depois de algum tempo na Vice-Presidência, assumi o comando da entidade; a partir daí, renovei mandato no comando da CDL e, especialmente, busquei fortalecer as relações institucionais com o Sistema CNDL. Em 2015, aceitei o desafio de presidir a FCDL-MA, em que cumpro meu segundo mandato e sigo buscando a expansão da representatividade lojista para todos os municípios maranhenses.

Ser mulher empresária significa… Significa conciliar o cuidado com a família, o investimento em sua autoestima e criar mecanismos de defesa contra a discriminação. A participação feminina no cenário empresarial começou tardiamente e sem apoio, por isso as conquistas devem ser valorizadas. Ninguém convidou a mulher para o ambiente dos negócios. Historicamente, ela batalhou por espaços e ainda tem que lutar todos os dias para provar que tem competência, apesar de tantos exemplos de sucesso que temos em todo o mundo.

Por que se tornou uma liderança? Acredito que os espaços de liderança feminina são essenciais para superar a realidade de desigualdades. A mulher precisa se reconhecer em quem está no comando de uma organização, apoiar e compartilhar as experiências, porque isso fortalece sua capacidade empreendedora e empodera.

Ser dirigente lojista para mim é… Buscar a interlocução exitosa com o poder público no encaminhamento das demandas da classe lojista. O crescimento da atividade varejista depende das políticas públicas; por isso, as entidades precisam estar sempre dialogando com o governo, com firmeza de propósitos, sem objetivos individuais e sem subserviência. O foco deve ser sempre o interesse coletivo.

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