3 de setembro de 2019
O velho e bom crediário não sai de moda
Andrea Giardino por Andrea Giardino

Atraídos pelas facilidades de parcelar as compras e conseguir prazos maiores, brasileiros ainda recorrem à modalidade no dia a dia

Embora venha perdendo força com a popularização de outras modalidades de crédito, em especial, nos grandes centros urbanos, o crediário continua presente na vida do brasileiro. Um levantamento realizado nas 27 capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que três em cada dez brasileiros (30%) fizeram uso de carnê, boleto ou cartão nos últimos 12 meses.

O principal motivo para se recorrer ao crediário foi a falta de condições em realizar o pagamento à vista em dinheiro, principalmente entre a população com renda mais baixa. Além disso, 30% das pessoas ouvidas optaram pela modalidade de crédito para parcelar o valor das compras e 15%, para conseguir prazos maiores.  

Em média, os entrevistados possuem crediário aberto em duas lojas, sendo que 43% solicitaram ativamente e outros 40% foram convencidos a abri-lo após receber ofertas dos lojistas. Os dados também mostram que seis em cada dez (61%) têm cartão de loja e 49%, carnê ou boleto. Os itens mais adquiridos são artigos de vestuário, como roupas, calçados e acessórios, eletrônicos, eletrodomésticos e eletroportáteis.

INADIMPLÊNCIA EM QUEDA

A pesquisa constatou ainda que oito em cada dez entrevistados (81%) garantem
estar com as parcelas em dia, enquanto apenas 10% pagam com
atraso. A baixa inadimplência no crediário tem relação com a responsabilidade
de parte significativa dos consumidores por acompanhar de perto
suas finanças. Sete em cada dez (69%) afirmaram controlar o pagamento
das compras realizadas pelo crediário, por meio de caderninho, agenda,
papel, planilha de computador ou aplicativo do celular. Ainda assim,
30% não costumam fazer esse tipo de controle.
Por outro lado, 44% dos usuários de crediário já estiveram negativados
por não pagar as parcelas. A boa notícia é que esse número
caiu 15% em relação ao ano anterior e 31% já conseguiram regularizar
sua situação, muito embora 12% ainda permaneçam com o
nome sujo.

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