30 de julho de 2017
O varejo mostra a sua força
Varejo SA por Varejo SA

Em meio a incertezas e instabilidade política, o setor destaca-se como motor fundamental para a retomada do crescimento

Renata Dias

TalkF1

Sim, o cenário ainda é instável. A sociedade segue acompanhando o desenrolar de denúncias de corrupção e na expectativa de boas notícias que mudem o rumo incerto pelo qual caminha o país. Mas, longe dos corredores e das articulações políticas de Brasília, a verdadeira força que move o Brasil não descansa. São muitos os que, a cada dia, levantam para abrir as portas do seu negócio e fazem malabarismos para atrair e manter sua clientela. Brasileiros que seguem na luta por dias melhores. É com eles que o país pode contar. E um dos setores que, sem dúvida, movimentam a base da economia nacional é o varejo, que passa por um momento de retomada. A percepção geral é que a fase mais crítica da crise passou, embasada nas tímidas melhoras de indicadores macroeconômicos, especialmente as quedas da inflação e da taxa básica de juros do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), o que vem melhorando, gradualmente, o ânimo dos investidores. Desde a pequena venda de bairro até as grandes corporações, o esforço é deslocar a economia da política e focar em estratégias de superação para enfrentar o segundo semestre.

A força de um país está na sua capacidade de vencer desafios, de ser inovador e eficiente ao mesmo tempo. Isso é o que os varejistas brasileiros fazem todos os dias. Responsável pela maior geração de emprego e renda na esfera privada do Brasil, o varejo tem despontado como um dos protagonistas mais notáveis do desenvolvimento econômico nos últimos anos. É indiscutível a importância do setor para a economia nacional. De acordo com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, o setor impacta 47,4% do Produto Interno Bruto (PIB) – estudo “O papel do varejo na economia brasileira”. Já segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio brasileiro movimentou R$ 3 trilhões em receita operacional líquida em 2014 – Pesquisa Anual do Comércio (PAC) – e cerca de 1,6 milhão de empresas varejistas em todo o país empregam 19,1% dos trabalhadores formais, ou seja, cerca de 17 milhões de brasileiros.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) é a maior rede representativa desse setor. O Sistema CNDL é composto pelas Federações das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDLs), com representatividade nos 27 estados, duas mil Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) e Associações Comerciais, a CDL Jovem e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) – uma forte e grande rede que trabalha para o desenvolvimento do setor. Se não bastasse sua abrangência, o sistema responde hoje por 5,11% do PIB nacional. Considerando as 450 mil empresas associadas, o que corresponde a 1,1 milhão de pontos de venda, o Sistema CNDL gera aproximadamente 4,6 milhões de empregos em todo o país. Juntas, as empresas associadas possuem um faturamento anual de aproximadamente R$ 340 bilhões.

Mesma linguagem

Assim como em uma grande rede de lojas, gerenciar um sistema do tamanho da CNDL exige planejamento e sinergia de esforços. Nos seus mais de 60 anos de atuação, a instituição firmou-se como espaço relevante para a formação de um ambiente de negócios mais favorável para o empreendedor e o desenvolvimento do país. As estratégias e planos de ação do Sistema CNDL e de uma rede de lojas falam a mesma língua e enfrentam desafios semelhantes: desenvolver novas estratégias competitivas, modernizar matrizes de negócios, aumentar a abrangência em escala nacional, criar novas operações multicanais, inovar e investir em tecnologia para entregar novas experiências para seus públicos.

Da mesma forma como no sistema, nenhuma empresa funciona sozinha. Todos os negócios e instituições precisam de parceiros, consultores, fornecedores e fazer o controle de toda essa operação, em escala nacional, é algo trabalhoso e extremamente necessário. Para se inspirar em um belo exemplo da estrutura de uma marca e de um modelo de negócios genuinamente brasileiro, a revista Varejo s.a. conversou com o fundador das Óticas Diniz, Arione Diniz. Uma das principais redes de varejo óptico nacional e presente em todos os estados, seu modelo de sucesso foca no consumidor final e mostra a necessidade de uma gestão eficiente para entregar a mesma qualidade, de norte a sul do país.

Arione Diniz - presidente e fundador da rede Óticas Diniz - crédito de divulgação
Arione Diniz – presidente e fundador da rede Óticas Diniz – crédito de divulgação

Desde a primeira loja, aberta no centro de São Luís, no Maranhão, em 1992, o caminho foi longo. “Ser empresário no Brasil não é fácil, mas sou persistente e acredito no potencial da nossa empresa. Por isso, continuo trabalhando para manter a rede como a maior do setor óptico nacional. Em 25 anos, passamos por inúmeros desafios. Momentos de crise, na verdade, são de grandes oportunidades. Temos um modelo de negócios diferenciado e apostamos no atendimento de qualidade, o que explica, em parte, nossos resultados positivos nos últimos dois anos”, avalia Diniz. Hoje, a óptica é uma rede com aproximadamente 180 franqueados, dez mil colaboradores e mais de 950 lojas localizadas em todo o país.

Por conta da imensa fragmentação e heterogeneidade do setor varejista, o grande desafio do Sistema CNDL é prover a unidade pelo aprimoramento de processos que privilegiem a participação, estimulem a cooperação, fortaleçam a representação e catapultem os negócios. A unidade também é preocupação constante das Óticas Diniz, que oferecem um mix de produtos de primeira linha e conceituadas marcas mundiais e buscam proporcionar as melhores soluções para a saúde visual em todas as suas unidades. Outrossim, ao prestar serviços aos associados, o Sistema CNDL esforça-se para padronizar e oferecer os mesmos benefícios em cada município em que é criada uma CDL. Para isso, é preciso que cada CDL enquadre-se em conceitos de uniformidade, visando ao cumprimento de padrões legais que regem os mercados e viabilizam a ampliação da escala e a melhoria dos resultados, além de garantir segurança, qualidade e integridade dos serviços ofertados.

 

O segredo está na gestão

O segredo para impulsionar um crescimento de forma sustentável, tanto no Sistema CNDL quanto na rede de ópticas, é o mesmo: uma gestão de qualidade. Agilidade, segurança, transparência e integridade são apontadas como características basilares de uma gestão eficiente. “Lembro-me bem da entrada da marca no mercado de franquias, em 2008, quando foi preciso padronizar nosso serviço para continuar a oferecer um atendimento de qualidade, além de proporcionar uma experiência completa aos nossos clientes, contribuindo para a fidelização do nosso público e, consequentemente, para nossas vendas”, afirma Diniz.

TalkF2

Nesse sentido, a CNDL lançou recentemente um novo guia de governança corporativa, documento consistente o suficiente para comportar as diferenças de um país continental e prover segurança e vantagem competitiva nos mercados. Segundo o guia, cada CDL, em sua base territorial, coloca as características e necessidades específicas dos seus associados. A nova governança do Sistema CNDL avança em instrumentos modernos de gestão, buscando conferir sustentabilidade aos processos, com monitoramento e avaliação permanente de resultados. Confira o guia completo em: http://www.cndl.org.br/guia-de-governanca/guia-de-governanca/.

TalkF3

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *