1 de setembro de 2016
Brasil: Expectativas e Esperanças
Varejo SA por Varejo SA

[sc name=”legenda-foto-nome” nome=”Marcela Kawauti” texto=”Economista-chefe do SPC Brasil”]

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Lá se foram dois anos. A atual recessão começou em meados de 2014, reduziu as vendas, destruiu empregos, fechou o canal do crédito e deixou muitos brasileiros sem esperança. Esse buraco tem saída? Tem sim. E a luz no fim do túnel, indicando que a saída se aproxima, fica cada vez mais próxima. As notícias ruins, que tinham como mote principal a queda, a piora, o recuo, começam a empregar a palavra estabilização. É seguro dizer, por ora, que paramos de piorar. A notícia isolada não é tão boa assim, mas quando comparamos ao que vimos nos últimos dois anos, ela parece um pouco mais alegre.

O desenho de melhora ainda é tímido. Um rabisco, talvez. Os indicadores de confiança começam a se afastar dos níveis historicamente baixos, indicando que consumidores e empresários estão menos pessimista em relação ao seu futuro. O otimismo dos agentes econômicos não é condição suficiente para o fim da recessão, mas é sim condição necessária.

É, portanto, o primeiro passo para que nos próximos meses o consumidor volte a consumir e o empresário volte a investir e contratar. Nesse sentido, espera-se uma melhora gradual ao longo do primeiro semestre do ano que se aproxima. A evolução será mais nítida uma vez que comecemos a ver um viés positivo em outras variáveis, como retomada do emprego e retorno da inflação à meta, o que deve acontecer apenas daqui a alguns meses. Além disso, há a perspectiva de que este cenário seja potencializado pelo início do ciclo de queda das taxas de juros e pela implantação de medidas econômicas de longo prazo.

É de se concluir, portanto, que em 2017 haverá uma nova troca de percepção e a estabilização será substituída pela melhora efetiva. No entanto, a situação ainda enseja cautela. A notícia boa é que o início de recuperação está próximo. A ruim é que ela deve ser mais lenta do que gostaríamos. Lá se foram dois anos de recuo, e a recuperação não deverá ser menos demorada.

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