23 de setembro de 2018
Marca muda a forma de consumir moda no Brasil
Rafaela Paulino por Rafaela Paulino

O consumidor entra, escolhe uma peça de roupa por meio dos computadores espalhados pela loja e experimenta. Quer levar o produto? Agora, é só realizar uma compra on-line e esperar o pedido chegar em casa. Nada de vendedores, muito menos filas enormes para pagamento. O cliente só precisa ter em mãos o próprio celular.

Aquela história de escolher, pegar e pagar não é mais a mesma.

Em 2015, nasceu o primeiro Guide Shop da Amaro, famosa marca on-line de roupas femininas, que lançou suas lojas físicas apostando em tecnologia e inovação. Diferentemente de uma loja comum, a empresa oferece uma experiência nova de contato com o cliente, que só precisa ter o aplicativo instalado, escanear a roupa desejada e efetivar a compra nos computadores dos balcões ou no celular. As peças levam até duas horas para serem entregues se o endereço é em São Paulo e no máximo 48 horas no caso das demais cidades.

Lojas assim estão mudando a relação entre o varejo e o consumidor por meio de uma jornada omnichannel, que nada mais é do que uma estratégia para proporcionar ao cliente uma experiência positiva e de qualidade, independentemente do meio escolhido para oferecer o serviço. O objetivo aqui é impressionar, gerando um impacto único e pessoal.

“O ideal no processo omnichannel é a cliente perceber no dispositivo móvel o mesmo benefício da loja física ou do desktop e vice-versa: fotos, vídeos, avaliação de outras pessoas que compraram a peça, guia de tamanhos etc. Todas essas facilidades têm de estar disponíveis em todas as plataformas”, explica o cofundador da Amaro, Lodovico Brioschi.

Do on-line para o físico

A empresa, inicialmente pensada apenas para o meio on-line, conta hoje com 14 Guide Shops distribuídos por São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Nessas lojas, as clientes podem experimentar amostras das coleções lançadas em meio digital. A marca continua a trabalhar numa cadeia produtiva verticalizada e com a ideia de inovar o segmento com um varejo no formato direct-to-consumer, ou seja, diretamente ao consumidor. Tudo isso é feito com um controle minucioso de como vender e entender aquilo que seu público realmente procura.

De acordo com Brioschi, a marca está mudando a forma como as mulheres consomem moda com as redes sociais. Atualmente, a empresa conta com mais de 400 mil seguidores no Instagram, além de ter sido a primeira marca brasileira a testar o recurso de shopping na plataforma. Com um perfil único e integrado de acesso, as consumidoras podem ter acesso ao aplicativo das mais diversas redes sociais.

“O varejista deve estar pronto para receber clientes com plataformas que se comuniquem de forma eficiente entre si. É um contraponto ao formato tradicional de atacado e do varejo off-line, que se adapta com a importância do e-commerce”, explica.

E por falar em redes sociais, o cofundador destaca a importância de uma boa apresentação dos produtos no meio digital. Segundo ele, a consumidora brasileira já está acostumada a receber e ter experiências sem barreiras, fáceis e intuitivas, sendo preciso investimento das marcas em constantes melhorias nas plataformas.

“A Amaro investe na apresentação dos produtos, na qualidade das imagens e dos vídeos. Somamos isso a uma navegação fluida, compra e checkout simplificados, é assim que conseguimos oferecer uma experiência de compra ultraconveniente”, explica Brioschi. “E aquelas consumidoras que não conhecem esse formato de varejo passam a entrar nesse universo digital”, finaliza.

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