11 de fevereiro de 2019
Mapear jornada de compra faz sentido?
Hilaine por Hilaine

Desvendar a jornada de compra dos consumidores em tempos de hiperconexão parece ser um dos novos fascínios da contemporaneidade. Mesmo levantando bandeira do conhecimento do cliente em sua essência, buscando mostrar que é preciso entender valores, para além de decisões pragmáticas, sempre sou desafiada a desenhar, rascunhar, mostrar a origem, o processo de decisão.

Ora, se somos bombardeados por algoritmos que praticamente funcionam como um quarto elemento, além da alma, corpo e espírito, como simplesmente apontar o caminho, se estamos em frente a sucessivas encruzilhadas com quatro possibilidades, no mínimo?

Exato, não há fórmula! Buscar padrões de comportamento é, de fato, nosso desafio, não a jornada. Essas lógicas de pensamento são o componente que vai determinar as escolhas, que são influenciadas pelo contexto, pelo momento de vida, pela situação que cada pessoa vivencia.

Hierarquias de valor são culturalmente construídas e, se você precisa entender melhor seu consumidor, busque compreender essa racionalidade econômica de dentro e de perto, pois o que eles dizem na pesquisa do instituto nem sempre é o que fazem. Precisamos ir mais fundo, numa outra camada de compreensão. Daí entra a artesania intelectual: pensar sobre os novos tempos, as pessoas inseridas nesses diversos contextos e, mais, como se comportam.

Sempre defendo que, mais do que saber o que se compra (porque isso os dados duros já nos mostram), é preciso mapear a jornada de consumo, ou seja, as usabilidades. Mais do que prestar atenção na decisão, é necessário saber compreender os usos que as pessoas farão daquele produto/serviço e entender emoções e sensações que as experiências proporcionaram.

Na era em que o tempo e as relações viraram moedas, como simplesmente se satisfazer com perguntas rasas?

Caro leitor, estamos na fase em que não se pergunta, mas se observa, o tempo todo, tudo, a toda hora. A conexão 24/7 nos condiciona a estar ligados a uma constante fonte de informações. Use a consciência do seu lugar na vida, no mundo, no dia a dia, para colecionar informações e exercite transformá-las em conhecimento.

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