8 de agosto de 2018
Manter padrão de vida na aposentadoria requer sacrifícios em hábitos do dia a dia
Varejo SA por Varejo SA

88% das pessoas que se planejam para ter um futuro melhor abrem mão de gastos e principais adaptações incluem reduzir saídas a bares e restaurantes, itens supérfluos em supermercados e viagens

 

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As pessoas estão vivendo mais e, para conquistar uma aposentadoria tranquila, o segredo é se planejar. O fenômeno da longevidade impõe desafios, principalmente se a intenção é aproveitar essa fase para passar mais tempo com a família, viajar, dar início a novas atividades ou mesmo cuidar da saúde. Com o objetivo de entender a expectativa dos brasileiros após deixar o mercado de trabalho, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) foram a campo.

Entre os entrevistados que já vêm se preparando ativamente, 74% esperam ter um estilo de vida confortável lá na frente. Para isso, 88% afirmam fazer adaptações no orçamento como forma de garantir que a reserva seja suficiente. As principais medidas adotadas incluem redução de saídas a bares e restaurantes (49%), compra de itens supérfluos em supermercados (46%) e gastos com viagens (40%). Outro dado que chama atenção é o fato de 21% reduzirem gastos com plano de saúde, sobretudo nas classes C, D e E (24%).

“A maioria dos brasileiros que se planejam para a aposentadoria espera manter os hábitos de consumo e até realizar coisas que antes eram quase impossíveis por falta de tempo. Por isso, manter uma disciplina financeira é fundamental, sobretudo se o desejo é continuar com o mesmo poder de compra”, ressalta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

 

Poupar é a chave para garantir o futuro

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Considerando a contribuição da previdência social (INSS), 45% acham que o valor da aposentadoria será suficiente para seu sustento. No entanto, 38% reconhecem que a quantia recebida não cobrirá o orçamento — percentual que chega a 54% nas classes A e B. Ainda segundo a pesquisa, outros 57% acham que teriam condições de se manter, principalmente por disporem de uma reserva financeira (36%), enquanto 15% estariam tranquilos com o valor pago pelo INSS e 13%, por terem seguro de vida com cobertura de invalidez. Além disso, 13% imaginam enfrentar algum tipo de aperto financeiro nessa fase — principalmente na faixa dos 55 anos (22%).

 

Quanto poupar

 

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Se, por um lado, o planejamento faz parte da vida de muitos brasileiros que sonham com uma aposentadoria sem sustos, por outro, uma minoria sabe quanto deve guardar. Cerca de 60% das pessoas ouvidas não fazem essa conta, percentual que sobe para 62% nas classes C, D e E. A má notícia é que 47% reconhecem poupar como podem, sem saber ao certo se a quantia será suficiente. Já 26% acreditam que o valor é suficiente, mesmo sem ter feito cálculo algum, e 25% afirmam pagar somente a previdência social (INSS) para garantir o mínimo de sustento.

“O ideal é que a pessoa complemente a contribuição feita ao INSS com outro tipo de reserva financeira, desde o início da vida profissional; assim, consegue diluir a quantia ao longo do tempo. Essa é a melhor maneira de ter um valor suficiente para se manter durante a aposentadoria”, orienta o educador financeiro do SPC Brasil e do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

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