1 de setembro de 2016
Lojistas de Belo Horizonte estão mudando a vida de crianças e adolescentes
Varejo SA por Varejo SA

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Quando as ações de responsabilidade social começaram a surgir e empresas brasileiras passaram a olhar de forma especial para essas iniciativas, alguns diziam que o movimento não passava de uma mera estratégia de marketing. Hoje, contrariando o pensamento de parte da população, os lojistas de Belo Horizonte mostram que a iniciativa não era apenas moda, mas um jeito de ajudar, de forma contínua, a reduzir os problemas que afetam a vida da população mais carente. Há mais de vinte anos, os empresários do setor de comércio e serviços da capital mineira se reúnem para realizar atividades que reforçam e ampliam o acesso de crianças e adolescentes à educação, cultura, saúde e formação profissionalizante.

Dono de uma tradicional loja de brinquedos, a Brinkel, Altair Rezende tem orgulho de fazer parte desse grupo que não olha apenas para os resultados de suas empresas, mas também para as comunidades que necessitam de atenção. Em épocas do ano como Dia das Crianças e Natal, ele reúne os colaboradores de sua empresa e separa brinquedos para serem doados para creches e abrigos.

“Temos muito orgulho de ajudar a mudar a vida dessas pessoas”, destaca Rezende. O empresário apoia também o projeto Fundação CDL Pró-Criança que, desde 1986, vem desenvolvendo projetos com a finalidade de fazer a diferença e diminuir a desigualdade das comunidades mineiras. “Temos muita clareza sobre a importância da responsabilidade social. Diante disso, estamos há 30 anos trabalhando com esse objetivo e, a partir de indicações do Ministério Público da União, levamos os nossos projetos para creches, abrigos e instituições carentes de bairros belorizontinos. Com a participação dos empresários, estamos conseguindo mudar vidas”, afirma Vilson da Silva Mayrink, Presidente da Fundação CDL Pró-Criança, ligada à CDL/BH.

Dentre os projetos que fazem parte da carteira da entidade está o Programa de Educação e Trabalho (PET), visto como um elo entre os jovens em busca da primeira experiência profissional e as empresas socialmente responsáveis.

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[blockquote author=”Vilson da Silva Mayrink, Presidente da Fundação CDL Pró-Criança.” link=”” target=”_blank”]Temos muita clareza sobre a importância da responsabilidade social. Diante disso, estamos há 30 anos trabalhando com o objetivo de fazer a diferença e diminuir a desigualdade na comunidade em que vivemos[/blockquote]

“O PET está em conformidade com as leis do Ministério do Trabalho e Emprego e possibilita a formação profissional dos adolescentes de baixa renda da nossa cidade. Por meio da iniciativa, o jovem é treinado e direcionado, de acordo com o seu perfil, para atuarem uma empresa como jovem aprendiz”, explica Vilson. Foi a partir do PET que Heleny Silva, moradora da Vila Pinho, bairro da periferia de Belo Horizonte, viu sua vida tomar um novo rumo. Aos 16 anos, ela fez o curso de auxiliar administrativo e ingressou em uma cooperativa financeira.

“Comecei como jovem aprendiz, me esforcei e hoje, aos 24 anos, ocupo o cargo de gerência. Enxerguei no PET uma oportunidade que eu não encontraria na minha comunidade. Indico sempre para todos que dizem que querem crescer na vida. Meus dois irmãos já estão nesse caminho”, diz a mineira.

Além do PET, a Fundação conta com os projetos Ver é Bom Demais, Brincadeira é Coisa Séria, Sorridente e Natal de Todo Mundo. “Doamos sempre brinquedos para o Brincadeira é Coisa Séria, que monta brinquedotecas nas creches e abrigos, e para o Natal de Todo Mundo. O que os lojistas estão fazendo para os nossos jovens é um trabalho muito bonito e nobre”, destaca o empresário do ramo de brinquedos, Altair Rezende.

[sc name=”titulo-secao-app” cor=”#008e41″ titulo=”Promovendo o desenvolvimento”]

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Mais de 50 empresas colaboram com a Pró-Criança. É devido a esse apoio, por exemplo, que a vida das 15 crianças da Instituição de Acolhimento Casa dos Irmãos vem mudando. De acordo com a assistente social da associação, Adriane Almeida, os resultados obtidos já são visíveis. “O trabalho desenvolvido por essas empresas tem ajudado no desenvolvimento pleno das nossas crianças. Com a brinquedoteca aqui montada, por meio do Brincadeira é Coisa Séria, os pequenos ganharam um espaço completo para estudar e brincar. Paralelo a isso, recebem o atendimento do Ver é Bom Demais, voltado para a saúde ocular, que faz avalição da visão de cada um e, caso necessário, inicia o tratamento. Muitos aqui descobriram que por falta do uso de óculos não tinham um bom desenvolvimento escolar, não conseguiam assistir filmes ou até mesmo participar de algumas brincadeiras. Então, sem dúvidas, essas iniciativas vão ser para o resto da vida deles”, comemora a assistente social que destacou, ainda, o projeto Sorridente. “Os dentes das crianças passam por uma avaliação e elas aprendem qual a melhor forma de realizar a higiene bucal”, completa.

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A Casa dos Irmãos acolhe 15 crianças, de 7 a 12 anos, que estão em situação de medida protetiva. Ou seja, passaram por algum problema no ambiente familiar, foram encaminhados ao local por meio do conselho tutelar e aguardam a decisão da justiça sobre o retorno para os familiares ou a permanência na instituição.

“A convivência com a família é o melhor para o desenvolvimento da criança. Então, a nossa equipe faz trabalho com os pais, tios, avós, pensando nesse retorno”, explica Adriane.

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