1 de novembro de 2019
Lojas menores e especializadas podem desbancar grandes redes de supermercado
Varejo SA por Varejo SA

Em tempos em que o e-commerce vem ganhando cada vez mais força e as lojas virtuais já conseguem atender à maioria das necessidades dos clientes, sua loja física precisa ser mais do que apenas um ponto venda. É preciso proporcionar uma experiência que agregue valor para o cliente. Nesse sentido, a tendência da vez é o varejo de nicho.

Durante o 2º Simpósio de Varejo e Shopping, realizado pela Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) em Punta Del Este, no Uruguai, a diretora de Varejo e Shopping do Ibope Inteligência, Márcia Sola, apontou a especialização do varejo como uma das cinco principais tendências de consumo que devem se consolidar até 2022. “O futuro é o mercado de nicho, o varejo especializado”, afirmou.

A estratégia do varejo de nicho prioriza o atendimento qualificado ao cliente. Por isso, conhecer profundamente os produtos e realizar uma venda consultiva é fundamental. São as equipes que atuam como especialistas e ajudam o consumidor a realizar a melhor opção de compra que conquistam o público.

Outra tendência que tem tudo a ver com a experiência do cliente em lojas físicas são os minimercados, em que donos e clientes se conhecem pelo nome e chegam até a criar vínculos emocionais. A praticidade, a agilidade e a proximidade geográfica são trunfos tanto das lojas especializadas quanto dos mercadinhos de bairro, que crescem a cada ano. Só no estado de São Paulo, o número de mercadinhos saltou 62,6% em quatro anos – de 13,9 mil em 2014 para 22,6 mil em 2018.

A Ecoville, rede de franquias de produtos de limpeza, soube identificar a oportunidade certa para se beneficiar das duas tendências. “Observando aqueles tradicionais carros de produtos de limpeza que passam pela vizinhança anunciando produtos, notamos que o setor tinha potencial para profissionalização e expansão. Foi então que investimos no negócio de venda porta a porta e, em seguida, nas lojas físicas”, conta Leonardo Castelo, presidente e cofundador da rede. Ele ressalta que entrar no mercado tradicional seria mais difícil: “Se entrássemos no mercado tradicional de venda para supermercados, não duraríamos um dia. As grandes concorrentes quebram as pequenas. Foi aí que vimos que havia um mercado enorme a ser explorado no segmento de venda direta ao consumidor”.

Somente de 2018 para 2019, a rede cresceu 93% com o número de franquias vendidas e possui uma média de 15 inaugurações por mês de novas unidades. Além disso, neste ano, o estande da Ecoville durante a Expo ABF, maior feira de franquias do país, realizada em junho, em São Paulo, recebeu cerca de cinco mil pessoas interessadas em conhecer mais o negócio. Castelo não tem dúvidas de que todo esse sucesso é resultado de um dos diferenciais mais marcantes da loja: o atendimento. “Basta alguns minutos na loja para sentir o porquê de tanto sucesso. Com um atendimento personalizado, os especialistas em limpeza conseguem entender exatamente quais são as necessidades dos clientes, dar orientações completas sobre o uso de determinados produtos, composição e indicações”, conta.

Embora os supermercados sejam grandes centros de consumo que concentram um amplo mix de mercadorias, eles não atendem com a profundidade que o cliente precisa. Já as lojas de nicho disponibilizam um portfólio que está de acordo com as necessidades do consumidor. É o que explica Selma Dias, 56 anos, cliente da Ecoville (Unidade Vila Ré): “Eu gosto muito de comprar na Ecoville, porque tenho um atendimento diferenciado, tenho toda a atenção dos vendedores, eles me ajudam e falam qual é o melhor produto para cada problema que apresento, explicam como usar, como diluir e quais cuidados devo ter, além de sempre ter alguma novidade, coisa que eu adoro! No mercado, não temos essa assistência toda, os produtos só estão nas prateleiras”.

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