7 de fevereiro de 2019
Inspiração que vem da Big Apple
Amanda Wall por Amanda Wall

CNDL leva missão para NRF Big Show 2019, em Nova Iorque

De 13 a 15 de janeiro, foi realizada mais uma edição da NRF Big Show 2019, em Nova Iorque. O tradicional e maior evento do varejo mundial reuniu mais de 30 mil pessoas de todos os continentes para discutir as principais tendências que impactam as relações de consumo, sejam produtos ou serviços, físicos ou digitais, em larga ou pequena escala, locais ou globais.

“A feira tem o tamanho de quatro campos de futebol e contamos com mais de 700 expositores”, afirmou Christopher Baldwin, presidente do Conselho da NRF. Como já ocorre nos últimos anos, o evento teve mais de 100 palestras e debates espalhados pela programação oficial. As principais palestras da NRF 2019 foram classificadas de acordo com o seu foco, resultando em trilhas que contemplam seis grandes temas: Operacional, Experiência do Consumidor, Propósito, Global, Comunidade, Talento.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levou uma comitiva formada por 157 pessoas para o evento. “A NRF marca o início do ano do varejo. Um evento deste tamanho, que reúne especialistas e empreendedores de todos os países, é uma excelente oportunidade de observamos as experiências que funcionam e adaptar às nossas diferentes realidades no Brasil”, acredita o presidente da CNDL, José César da Costa.

Nos três dias de evento, empresários de todas as partes do planeta tiveram a oportunidade de conhecer as novidades do varejo e saber detalhes de como as marcas, independentemente do tamanho, lidam com a transformação digital e com o novo consumidor que surge nesse novo contexto.

“Nossa responsabilidade como dirigentes e como líderes empresariais do Brasil é levar essas informações para as nossas CDLs e para os nossos associados, fazendo com que o varejo brasileiro se desenvolva, cresça e ocupe seu lugar de destaque no cenário econômico brasileiro”, declarou Mauricio Stainoff, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de São Paulo e vice-presidente de RIG da CNDL.

Foco nas pessoas – Apesar de cada vez mais se falar em experiências inovadoras, soluções tecnológicas, propósito, diversidade, inteligência artificial e multicanalidade, as pessoas continuam sendo reconhecidas como elemento essencial das relações de consumo, independentemente do contínuo incremento da tecnologia no varejo.

“A gente viu que o cliente é o ponto central de tudo e a essa pessoa, o todo poderoso consumidor, também está mudando e nós temos que acompanhar essas mudanças nos nossos negócios”, avaliou Roque Pellizzaro Júnior, presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Encerramento – “Saio daqui diferente, com mais ânimo, mais disciplina para os negócios e disposto a me aperfeiçoar mais ainda e a cada dia”, concluiu animado o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais, Frank Sinatra Santos Chaves.

Depois de três dias de intenso aprendizado, a CDNL encerrou sua participação na NRF Big Show 2019 em grande estilo. Um jantar a bordo do barco Spirit Cruises reuniu a comitiva da entidade para um passeio pelo rio Hudson.

“É muito importante esse momento de integração e descontração depois da maratona de conhecimento que foi a NRF. Muito obrigado a todos pela presença e espero todos vocês no próximo ano. Nosso dever agora é voltar para nossas entidades e divulgar aos nossos associados todo esse universo que pudemos conhecer nesta edição da feira”, comentou o presidente José César da Costa.

Tendências do comércio eletrônico no mundo


Os trabalhos da comitiva da CNDL começaram com uma palestra do presidente do Comitê Executivo de E-commerce na Europa, Wijnand Jongen

Tecnologia para aumentar a eficiência no varejo e oferecer experiências inovadoras para os consumidores. A palestra de abertura da Missão da CNDL na NRF Big Show 2019 deu o tom do evento. A exposição foi realizada por Wijnand Jongen, co-fundador e presidente do Comitê Executivo de E-commerce na Europa, que representa 75 mil web-lojas, e fundador e CEO da Associação Holandesa de E-commerce Thuiswinkel. Autor mundialmente reconhecido, futurista e trendwatcher em tópicos de varejo e comércio eletrônico, o holandês apresentou uma visão inovadora sobre o mundo do varejo.

Jongen falou do aumento dos negócios no ambiente digital em todos os continentes. “Para se ter uma ideia, são mais de US$ 1,1 trilhão gastos pelos consumidores chineses. Na Europa, vemos o crescimento constante de aproximadamente 15% ao ano. Cada vez mais consumidores estão adotando o mercado online. Mais de dois bilhões de pessoas estão comprando no mundo digital. O mundo online e o físico estão virando um só”, avalia.

A palestra de abertura da Missão da CNDL contou com a presença dos representantes da GS&MD Marcelo Toledo e Fabiana Mendes, do vice-presidente da Confederação, Ivan Tauffer, e do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, além de lideranças do Sistema CNDL de todas as regiões do Brasil.

Os participantes puderam conhecer exemplos de países que usam tecnologia para oferecer uma experiência de compra mais rápida e eficiente, como o supermercado na China que escaneia o aparelho celular do consumidor na chegada à loja. Como o equipamento está conectado à conta bancária, é possível escolher os itens e, ao finalizar as compras, o valor é debitado automaticamente sem que seja necessário passar por um caixa.

Outra tendência apresentada por Jongen é o uso da voz em substituição ao texto por meio da inteligência artificial, os chamados assistentes virtuais inteligentes, como Alexa, desenvolvida pela Amazon. “Voz é mais simples que texto escrito. Você pode escrever algo, mas uma criança de três anos consegue falar. É por isso que eu acho que em algum momento, voz vai tomar o lugar do texto. Então, a grande mudança de texto para voz soluciona o problema que chamo de paradoxo da escolha. Eu, tendo menos escolhas, as coisas ficam mais rápidas, mais simples, mais baratas”, acredita.

Já existe, por exemplo, um micro-ondas que oferece um botão “pergunte à Alexa”, que ajuda o usuário a tirar dúvidas sobre o preparo de determinado alimento. No entanto, apesar de toda a evolução das tecnologias e da inteligência artificial, as pessoas ainda são o principal capital para o varejo, segundo Jongen.  “A tecnologia não determina o comportamento humano. No final de tudo, são os seres humanos determinam como as tecnologias serão utilizadas”, conclui.

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