15ª edição

Por atingirem seu público de forma certeira, eles podem ser grandes parceiros das marcas

Por Marina Galerani

 

Raion de Almeida Siqueira e Rodrigo Barros Lourenço

Raion de Almeida Siqueira e Rodrigo Barros Lourenço

Capazes de influenciar os pensamentos e escolhas das pessoas, formadores de opinião sempre tiveram grande relevância na sociedade. No entanto, foi-se o tempo em que apenas um seleto grupo de artistas e personalidades era considerado formador de opinião. Com os avanços e disseminação das mídias sociais, surgiram os digital influencers ou influenciadores digitais, em bom português.

Segundo Rafael Carlotti, gerente executivo da Davie Brown Entertainment, agência especializada em ativação de marcas junto a influenciadores, celebridades e artistas, essas pessoas possuem uma quantidade grande e crescente de seguidores nas mídias sociais. “Podem ser atores e atrizes, cantores, palestrantes, enfim, qualquer nome que mantenha seu público engajado com os temas publicados”, explica. Por meio dessa rede de seguidores, eles conseguem divulgar serviços, produtos e empresas de forma efetiva, pois estão em contato direto com o público e alimentam uma relação de confiança com ele. Mas não existe milagre: é necessário arquitetar uma boa estratégia para converter esse investimento em bons resultados.

Ao selecionar um influenciador digital para fechar parceria, a imagem que se deseja passar da marca deve estar bem definida. “É preciso levar em conta quanto o perfil da pessoa identifica-se com a persona da marca, além de se certificar de que o público que o influenciador atinge está de acordo com seus objetivos”, explica Carlotti. “Se possível, trabalhe com influenciadores que, de fato, gostem da marca e façam uso dela”, acrescenta. Esse detalhe pode fazer com que a divulgação seja muito mais natural e sincera, sempre considerando os vínculos que o influenciador construiu com seus seguidores.

Dentro do mundo dos digital influencers, existe outra categoria, nada menos importante: os microinfluenciadores, indicados para atingir públicos mais nichados. De modo geral, são pessoas que possuem um trabalho regular e levam seus perfis nas redes sociais como um hobby. Embora não haja consenso quanto à quantidade de seguidores que classifica um influenciador como micro ou macro, pode-se incluir o primeiro grupo em um leque de três a cem mil seguidores, em média. Apesar de terem um alcance mais baixo, os microinfluenciadores ganham nos quesitos engajamento, segmentação e valor do investimento. Os grandes influenciadores abrangem públicos mais genéricos, trazendo maior cobertura e prestígio. Cabe avaliar o que é mais adequado para as demandas da marca em questão.

shares