22ª edição

Dados criptografados proporcionam mais segurança ao lojista e ao portador
Por Walquene Sousa

Os consumidores podem contar com diversas opções para efetuar pagamento no momento das compras. As soluções disponíveis no mercado vão além do dinheiro, boleto bancário e cartão de crédito – um dos mais utilizados pela população brasileira. Dados recentes do Relatório de Economia Bancária do Banco Central constataram que 49,9 milhões de pessoas utilizam cartão de crédito, porém as novas formas de pagamento estão dividindo espaço com esses tradicionais mecanismos.

O Apple Pay, serviço da Apple, chegou ao Brasil neste ano e a Braspag, empresa do grupo Cielo, foi uma das primeiras a viabilizar pagamentos por meio de dispositivos da marca – celular ou relógio – por aproximação, substituindo o cartão. Também é viável pagar compras em lojas e aplicativos utilizando uma espécie de carteira digital. Em breve, esse formato de pagamento também estará disponível para o sistema Android.

Com a carteira digital, o sistema pode armazenar vários cartões e, a cada transação, o consumidor escolhe com qual deseja pagar. A partir do aparelho, o lojista recebe os dados do cartão de forma criptografada e estes são transmitidos à Braspag, que os decodifica e repassa ao comprador. Nesse processo, não é possível acessar os dados abertos do cartão, proporcionando mais segurança às partes na hora da transação comercial. “É indiscutível a comodidade oferecida pela Apple Pay ao consumidor. As wallets, como um todo, centralizam os meios de pagamento dos portadores e aceleram o processo de compra. Para os empresários, disponibilizar uma wallet que possua a força da marca Apple agrega não só confiança, como também o consumo das pessoas devotas da marca”, explica Rogério Signorini, diretor-geral da Braspag.

Como funciona

O sistema de conversão da venda realizada pelo Apple Pay funciona assim: o fluxo tradicional com cartão de crédito integra lojas ao banco de seus clientes por meio das adquirentes, como a Cielo. As wallets, como o Apple Pay, adicionam um componente a mais nesse fluxo, aumentando a confiança das instituições na idoneidade desse pagante e, consequentemente, a conversão.

Signorini diz que o Apple Pay tem o conceito de uma carteira virtual. “Você salva seu cartão de crédito na plataforma da Apple e, no momento do pagamento, o consumidor escolhe ‘pagar com Apple Pay’, quando todas as informações sensíveis são enviadas de forma segura para a autorização dos clientes. Um exemplo de diferenciação do Apple Pay é a autenticação biométrica feita no iPhone”, ressalta o diretor.

Confiança na marca

O aplicativo de transporte Vá de Táxi, integrado à Paggi – empresa que oferece pagamento on-line, mobile e físico –, utiliza o Apple Pay desde abril, quando foi lançado no país. “Tivemos boa aceitação dos clientes na utilização. Acreditamos que o usuário Apple já possui intimidade com a tecnologia e se sente confiante em usar novos sistemas, principalmente atrelados à marca, pois geram ainda mais credibilidade. A principal vantagem, tanto para o empresário quanto para o cliente, é ter um serviço de pagamento inovador perante a concorrência, ao conectar tecnologia, qualidade e facilidade na compra do produto ou serviço”, informa a CEO da Vá de Táxi, Tatiana Vecchi. A faixa etária que mais usufrui desse sistema é de adultos entre 25 e 44 anos.

Os sistemas de pagamento por meio de wallets proporcionam comodidade, segurança e rapidez. Divulgada em fevereiro deste ano, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 138 milhões de brasileiros possuem um smartphone, o que facilita o acesso às novas formas de pagamento.

Conheça outras novidades de pagamento existentes no comércio:

  • Master Pass e Visa Checkout: ambos são wallets O cliente salva seus cartões de crédito no serviço e, nas lojas que aceitam a referida wallet, em vez de fornecer os dados do cartão, informa apenas login e senha da wallet.
  • Pulseira e adesivo do Santander: permitem a transação sem o uso físico do cartão. Para operações de até R$ 50, o cliente não precisa digitar sua senha. Para adquirir a pulseira, é preciso desembolsar R$ 50, enquanto o adesivo tem custo de R$ 30. Clientes do banco podem fazer também pagamentos por meio do Samsung Pay, plataforma de pagamento da Samsung.
  • Swatch Bellamy: possui parceria global com as redes Visa e Brasil Pré-Pagos. O pagamento é feito sem contato e o relógio já vem equipado com a tecnologia contactless Visa payWave. Basta aproximar o relógio de um terminal de pagamento habilitado com essa tecnologia e a transação é processada rapidamente. O cliente deve ativar a funcionalidade de pagamento do relógio, carregar os créditos e começar a utilizá-lo em qualquer parte do mundo que aceite esse modelo de pagamento.
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