24ª edição

Por Carolina Laert

 

Setor de construção civil investe em inovação e se torna mais competitivo

 

A construção civil é um dos principais termômetros da economia, afinal emprega 13 milhões de pessoas no país, segundo dados do governo federal. No entanto, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o indicador de construção civil encerrou o segundo trimestre de 2018 com retração de 3,4% em comparação ao período anterior.

Filipe Pessoa, executivo-chefe de empreendedorismo do CESAR  Crédito: CESAR Recife/Divulgacao

Filipe Pessoa, executivo-chefe de empreendedorismo do CESAR
Crédito: CESAR Recife/Divulgacao

Para Filipe Pessoa, executivo-chefe de Empreendedorismo do CESAR – um dos principais centros de inovação do Brasil –, uma das soluções apontadas para a retomada do crescimento do setor é investir em inovação. Nesse sentido, a construção civil, que desde 2014 sofre com quedas, vem incorporando a inovação para alavancar e aumentar sua produtividade e, claro, se existe aumento da produtividade, há também aumento na eficiência da construtora.

 

Assistente virtual

É dessa forma que a Leroy Merlin, desde abril, conta com a LIA (sigla para Leroy Merlin Inteligência Artificial), um chatbot que tira dúvidas – 24 horas, nos sete dias da semana – sobre endereço de lojas, sistema de trocas, serviços e horários de funcionamento.

Desenvolvida a partir do uso de aplicações de conversação da plataforma Watson (IBM), a LIA pode interagir de diferentes formas e com uma linguagem informal, que leva o nome de processamento de linguagem natural. A diferença dessa tecnologia para outros chatbots? A LIA foi treinada com perguntas e respostas, informações predefinidas, vocabulário, imagens e até mesmo links, que podem direcionar o usuário para sites ou páginas externas, ou seja, a ferramenta faz uma rápida combinação de palavras-chave com o amplo banco de dados, além do histórico e busca de cada usuário, para fornecer a resposta em tempo real.

 

Obramax

Com o slogan “Obra é compromisso”, outro exemplo de inovação integrando os canais físico e on-line é a recém-inaugurada loja do Grupo Adeo, também dono da Leroy Merlin, Obramax. Com unidade apenas em São Paulo, mas com plano de expansão que prevê dez operações no prazo de cinco anos, a rede de “atacarejo”, um misto de atacado e varejo, tem como foco o mercado de materiais de construção. Também atende a pequenos e médios profissionais do setor, chegando ao consumidor final, sem a necessidade de pré-cadastro para a efetivação na hora da compra.

 

Inovação como solução

Pessoa conta a recente parceria entre o instituto de inovação e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a fim de ampliar a eficiência de geração de start-ups que tenham como foco a construção civil. “Quase 10% do PIB nacional é referente à construção civil e, mesmo assim, é um dos setores que menos investem em adoção de novas tecnologias. A necessidade de empregar inovação é essencial para a retomada do país”, afirma.

 

Pensando nisso, foi lançada a Plataforma Integrada de Geração de Startups (PIGS), que, neste primeiro momento, é voltada para o estado de Pernambuco, sede do instituto. Mas Pessoa explica que a ideia é levar as start-ups para todo o país: “As mesmas oportunidades de inovação que identificaremos em Pernambuco acontecem também em todo o Brasil. Ao tentar solucionar e atacar as oportunidades no segmento de construção civil do estado, as start-ups terão a possibilidade de escalar para o país inteiro”.

 

Com toda a inovação disponível nos dias de hoje, as empresas que investem em recursos tecnológicos ganham um diferencial na hora de conquistar novos clientes e sair na frente da concorrência. Outro grande ponto é a obtenção de melhores resultados, aliando a um bom custo-benefício. A pergunta agora é: será que você está investindo em inovação na sua empresa como deveria?

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