22 de abril de 2019
Grandes do varejo mundial mostram inovação no SXSW
Patrícia Marins Miriam Moura por Patrícia Marins Miriam Moura

Como a disrupção tecnológica vai evoluir e impactar cada ramo de atividade econômica? Quais setores serão varridos do mapa e quando isso vai acontecer? Quais são os drivers das mudanças tecnológicas em business?

Todos os anos, em março, executivos, criativos e profissionais de diversas áreas voam para Austin, no Texas, em busca dessas respostas. South By Southwest (SXSW) é o maior festival de economia criativa e de tecnologia do mundo.

Nem sempre há respostas precisas para tantas dúvidas, mas, seja você um CEO, um executivo, um profissional de comunicação, de TI, de relações públicas ou de qualquer outro ramo de atividade, da nova ou velha economia, voltará do festival com ideias renovadas, foco para promover ajustes e certeza de que grandes transformações já estão em curso.

Quem estava em Austin ouviu um conceito-chave: conveniência. É isso que todos queremos, de que todos necessitamos. Pense nas novas stores Amazon Go, por exemplo. Elas reúnem tecnologia avançada de compras, lojas sem caixas de pagamento, câmeras e dispositivos de rastreamento e toda operação é conduzida por um aplicativo amigável.

Outra mensagem fundamental do SXSW que ajuda a encarar o futuro próximo é a convergência de diversas tecnologias. Há uma ruptura em campos-chave, como inteligência artificial, realidade estendida, robótica, energia, biotecnologia, satélites, espaço e transporte. Na área dos fatores sociais, há mudanças na geopolítica, regulamentação e consumo consciente.

Marcas icônicas do varejo mundial estão se reinventando constantemente, em grande escala. O Walmart se apresentou no SXSW como empresa de tecnologia e mostrou novidades, como aparelhos de realidade virtual e robôs alimentados por máquina, que tocam os pedidos de compras nas lojas on-line.

Robôs de digitalização de prateleiras economizam o tempo dos funcionários, que podem interagir mais com clientes. A empresa planeja incentivar o machine learning para qualificar os especialistas em tarefas como monitorar estoques nas lojas físicas e on-line.

A Amazon estava muito presente em Austin. Numa das sessões mais concorridas do festival, da futurista Amy Webb, o nome da companhia apareceu com frequência nos tópicos do que vai ser o futuro da alimentação, pesquisas, tecnologia.

Além de dominar 50% das compras on-line nos Estados Unidos, a empresa mostrou que está na ponta em inovação tecnológica, com o dispositivo Amazon Echo, uma torre assistente virtual, em que o consumidor pode comprar usando apenas a voz. Isso marcará o ano dos varejistas. Quanto a 2020, iremos todos para Austin para descobrir mais novidades.

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