11 de fevereiro de 2019
Folia de vendas
Marina Bártholo por Marina Bártholo

O crescimento do Carnaval de rua gerou um nicho de vendas e pode ser uma boa oportunidade de lucrar com a época mais colorida do ano

Foi-se o tempo em que o Carnaval se concentrava em capitais como Rio de Janeiro, Recife e Salvador. O evento, ícone do Brasil, tem crescido e ocupado as ruas do país inteiro com os famosos bloquinhos. Com mais gente vivenciando o Carnaval, as oportunidades para o lojista lucrar aumentaram. Algumas estratégias podem atrair os foliões e ajudar a alavancar as vendas durante a semana mais criativa do ano.

Nos últimos anos, vimos o Carnaval renascer e crescer significativamente em cidades que permaneciam pacatas no feriado. Neste ano, a ascensão deve continuar. Belo Horizonte, por exemplo, aumentou em 31% a quantidade de bloquinhos entre 2017 e 2018 e, em 2019, deverá contar com 20% a mais. Em São Paulo, o número de foliões triplicou de um ano para o outro, alcançando nove milhões, e a estimativa é crescer 60%.

Como Carnaval exige fantasia, o comércio de fantasias e acessórios é um dos que mais movimentam o varejo. Para Hamilton Rodrigues da Cunha, proprietário da loja de artigos para festas A Festiva, em Brasília, as vendas deverão aumentar 15% neste ano, mesmo percentual alcançado em 2018. “Como aumentou a quantidade de bloquinhos, todo mundo quer se fantasiar, usar alguma coisa de Carnaval para festejar”, comenta. Os últimos anos têm sido os mais movimentados no Carnaval desde a criação da loja, em 1964.

Em 2019, o Carnaval vai cair em março, mas desde janeiro a busca por fantasias nas lojas começou, segundo Cunha. Para ele, o grande hit deste ano será o unicórnio, tema que já foi tendência ano passado. “O tradicional também sempre vende bem: confetes, glitter, máscaras, perucas”, conta.

Oportunidade

O Carnaval também pode ser uma oportunidade para o microempreendedor, que aproveita o período para oferecer um produto ou serviço segmentado para seus clientes ou mesmo como parceria com lojas. É o caso da Lu Dusi, da Nó Entrelaços, de Brasília, que produz acessórios exclusivos em macramê e vende em feiras independentes e lojas colaborativas.

Neste ano, já começou a criar para o Carnaval. Mirou no sucesso dos brincos de fitas de cetim que produziu para si mesma e uma amiga no ano passado e passou a oferecer esse produto sob demanda pelas redes sociais. “Acredito que, até o Carnaval, consiga vender uns 60 pares. Em dois dias, recebi 20 encomendas. São ideais para o Carnaval, pois, além de escandalosos, são leves. Pode molhar, sujar, suar e lavar”, descreve.

Caia na folia

Todo o comércio pode se beneficiar da data, só é preciso entrar em ritmo de Carnaval e adaptar produtos e serviços, afinal nem só de fantasia vive a folia. Pensar nas necessidades do folião e mostrar soluções é fundamental. Além do brilho, quem vai para o Carnaval de rua precisa se proteger do sol, se alimentar, beber, se transportar, carregar pertences, por exemplo.

Como um grande feriado, o Carnaval também pode ser uma oportunidade para o comércio. Mesmo quem não participa das festas aproveita os dias de folga para o lazer e compras. Por isso, é bom entrar no clima e aproveitar para variar o atendimento.

Vejas as dicas para entrar na onda do Carnaval

  1. Invista em vitrines com a temática do Carnaval. Adote um tema e o distribua dentro do escopo da loja, com cores e muito brilho.
  2. Dê visibilidade para produtos que possam ser úteis nos bloquinhos, como óculos de sol, bonés, roupas de verão, pequenas bolsas, protetor solar e garrafas.
  3. Faça parceria com artesãos e prestadores de serviços independentes para oferecer produtos de Carnaval.
  4. Seja criativo! Decore a loja e coloque a equipe para entrar no clima.
  5. Pense em alguma promoção para o feriado! Pode ser uma boa chance de atrair quem vai ficar em casa.

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