26 de março de 2019
Fintech: uma revolução no mercado financeiro
Rafaela Paulino por Rafaela Paulino

O setor financeiro tem passado por profundas transformações e as fintechs ganham cada vez mais espaço no mercado

Já parou para pensar em como seria um mundo no qual não precisássemos mais das agências bancárias físicas? Imagine, ainda, um cenário em que todos os serviços financeiros pudessem ser resolvidos a qualquer momento do dia utilizando apenas seu celular – sem deixar de fora um atendimento de qualidade à sua inteira disposição.

Bom, e se você pudesse aumentar ou reduzir o limite do seu cartão de crédito sem precisar enfrentar filas e conversar com um gerente? Para o terror do mercado financeiro tradicional, que ainda utiliza a burocracia como meio para manter seus clientes, esse mundo já existe: são as famosas fintechs.

Mas você sabe o que é realmente uma fintech?

As fintechs são a combinação entre finanças e tecnologia, ou seja, elas oferecem serviços financeiros que se diferenciam dos atuais por utilizarem a tecnologia. É claro que as instituições bancárias tradicionais também já trabalham com sistemas bastante sofisticados, porém as fintechs utilizam a tecnologia essencialmente para trazer conveniência por meio da inovação.

“Elas têm grande importância para o mercado financeiro, pois, além de os clientes demandarem novas maneiras de consumir produtos e serviços, as instituições tradicionais ainda estão tentando se adaptar à mudança que está ocorrendo e não têm a mesma agilidade que as fintechs”, explica Pedro Englert, conselheiro da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs).

O resultado dos esforços traz uma grande repercussão na experiência do usuário e aparece na forma de praticidade, burocracia reduzida, custos muito mais baixos, maior controle sobre operações financeiras e assim por diante.

Englert aponta ainda as fintechs como um impacto positivo para o setor varejista. “As fintechs estão levando produtos e serviços financeiros para dentro do varejo e do comércio, de modo que elas melhoram a operação e a usabilidade e, ainda, permitem que essas empresas obtenham outras receitas, isto é, receitas deixam de ficar no banco ou instituições financeiras intermediárias e passam a compor a receita da empresa de varejo”, diz o conselheiro.

Facilidade no mercado da beleza

A LaPag é uma dessas empresas que buscam levar facilidade para o mercado. Criada em 2016, ela é a primeira fintech voltada para o mercado de beleza e identificou nos salões a necessidade de uma solução completa para gestão.

De acordo com Carolina Mendes, CEO e cofundadora da LaPag, o setor contava com mais de um milhão de estabelecimentos que não tinham uma solução customizada para suas necessidades. Entre os problemas identificados, estavam o cálculo de comissões, os custos excessivos com taxas bancárias, como TED/DOC, para fazer repasses e a falta de planejamento com fluxo de caixa e antecipação.

“Muitos salões de beleza são pequenos e ainda fazem todo o controle de contas em papel, indo à falência por não saberem gerir bem o dinheiro. Então, desenvolvi um aplicativo para resolver a vida financeira deles, incluindo uma maquininha de pagamentos para otimizar fluxos”, explica a empresária.

A maquininha de cartão desenvolvida pela empresa faz a divisão automática das comissões – considerado o principal problema dos salões –, o que reduz a carga tributária e traz mais transparência à gestão do estabelecimento. A plataforma inclui também um sistema on-line, que faz o controle das receitas e despesas, do estoque, dos pagamentos e até da agenda de atendimentos dos profissionais. “O sistema que criamos foi feito sob medida para o mercado em que atuamos, algo que os grandes players não conseguiam ou não tinham interesse de fazer”, relata.

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