21 de janeiro de 2020
Festa de arromba ou do @arroba? A democratização da propaganda e da publicidade
Varejo SA por Varejo SA

Este é um post fictício baseado em fatos:

“A minha festa foi incrível, estou emocionada por tantos encontros, amigos queridos e pessoas maravilhosas que puderam participar. Eu não poderia deixar de citar esses maravilhosos parceiros que proporcionaram um evento tão especial. O bolo incrível da @bolosecakes estava divino, assim como todos os doces da talentosa @doceslindos, o lugar, o @espaçodefesta ficou baphônico nas mãos da @designdeinteriores, o buffet @garços_e_cia, @vodkaimportada, @cervejaboa, @licorparadrink, @bebidinhadamoda, @drinkespecial, @verdureirodaesquina, @frutariadafeira, @seumanoeldascouves, @queijogostoso, @djquetopou, @xyzpromoções, @listavip_entretenimento, @salgadinhosmaravilhosos, @pizzaredonda e tantos outros que nem tenho palavras. A @marcadecarro me deu de presente todos os @champagnes e também a @cantorainiciante, que foi o ponto alto da festa. A cascata de chocolate no fim da festa pela maravilhosa @chocolateaoleite levou todos à loucura.

Gente, obrigada a todos os envolvidos. Até o ano que vem… conto com todos vocês. Mas gostaria de dizer que, apesar de todas essas lindas parcerias, quem pagou pelo gelo fui eu, tá?”

Parece um texto inventado pecando para o humor, mas esse tipo de postagem é bastante comum em todas as redes sociais. Os tempos mudaram e a forma de divulgar produtos, marcas e serviços também está sendo transformada. Da mesma forma que os canais de TV estão sendo obrigados a se reinventar e a reaprender a fazer entretenimento, a propaganda está, a duras penas, perdendo espaço para gente como a gente, pessoas como eu e você que podem contar para seu público a experiência de usar e consumir seu produto. Não só isso: agora, fazer publicidade está ao alcance de todos, dos grandes, médios e pequenos varejistas. O poder de influência não está apenas nas mãos de grandes agências, que intermediavam a compra do horário nobre. Aliás, quem presta atenção nessas propagandas? Pensando bem, temos olhado mais para a tela da TV ou a do celular em nossas mãos? Qual tela ganha em termos de audiência?

Os chamados posts patrocinados, que utilizam inteligência de navegabilidade do seu público-alvo, assim como as parcerias com influenciadores digitais (mesmo que não sejam profissionais), são o novo comercial da novela das oito (que agora é às nove horas) e ganham nossa atenção, porque são nichados, ou seja, feitos para pessoas que pertencem a um nicho ou um grupo de interesse. Esse tipo de propaganda não custa caro; dessa maneira, grandes, médios e pequenos empresários ou empreendedores podem investir sem grande dificuldade e, mais, ao encontrar um cliente especial ou uma personalidade interessante, trocar propaganda por seu produto e serviço – o bom e velho escambo.

Para avaliar o potencial de um possível influenciador digital, preste atenção a três pilares para posicionamento. O primeiro é  chamado alcance, isto é, não se deve avaliar os influenciadores apenas pelo número de seguidores, é preciso estar atento para a qualidade das interações, o que entendemos como engajamento – o segundo pilar. A qualidade das trocas é um bom indicador de relevância e poder de influência (o número e o tipo de comentários são um caminho). Além disso, é preciso prestar atenção na autoridade que o influenciador possui, ou seja, ele necessariamente precisa ser um cliente ou usuário do seu produto, conhecer e ter habilidade para validar, avaliar e chancelar o que está consumindo. Não vale ser falso, precisa ser verdadeiro.  

Para exemplificar, cito os perfis de donas de casa no YouTube que, ao comprar produtos, filmam a experiência de uso, realizam comparações de marcas, avaliam prós e contras para que outras pessoas como elas não errem na escolha. Em outras palavras, não importam a fama, o glamour e, sim, a transparência do que está sendo dito.

Sendo assim, por que não prestar mais atenção ao seu entorno? Mais vale influenciar a vizinhança do que não ser conhecido por ela. Em novos tempos de consumo de nicho, a  conquista do seu território é a estratégia mais importante.

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