23 de setembro de 2018
Fala: “Teremos que mudar a legislação tributária dos bancos”
Varejo SA por Varejo SA

Candidato à vice-presidência da República, Fernando Haddad também participou do Diálogo Eleitor, promovido pela Unecs, representando a candidatura do PT.  No início da sua fala, ele destacou a importância da abertura de mesas de negociação permanentes para uma agenda de desenvolvimento nacional.

Haddad afirmou que as primeiras medidas do seu governo envolverão a reforma do sistema bancário. “Teremos que mudar a legislação tributária dos bancos. Quanto mais o banco cobrar de spread, mais juros ele terá que pagar. Quando o banqueiro subir o juro, vai doer no bolso dele, antes de doer no bolso do cliente”, disse.

O candidato reconheceu a importância de um plano de governo para atendimento das demandas do varejo, afirmando que o setor é o que mais emprega, sendo essencial para o desenvolvimento do país. Declarou intenção de expandir projeto de desburocratização já praticado na capital paulista, que reduziu tempo médio para a abertura de empresas de 120 para sete dias. “Isso vai fazer que o Brasil suba 35 posições no ranking internacional de negócios. Mas se não fizer a reforma tributária, isso não atende o empreendedor”, observou.

Sobre a reforma da Previdência, Haddad, esclareceu que seu partido não se opõe, mas que discorda sobre a abrangência da proposta do atual governo federal. “Podemos fazer uma reforma ponderada com o trabalhador, tal como o ex-presidente Lula fez anteriormente.”

O ex-prefeito da capital paulista também expôs sobre o tema do desenvolvimento das cidades, trazendo exemplos que aplicou em sua gestão como chefe do Executivo municipal. Segundo Haddad, o plano diretor implementado em seu mandato foi premiado pelas Nações Unidas, por ter preconizado a verticalização da cidade, fomentando a ação empresarial às áreas onde o Estado já tinha investido em infraestrutura.

Dos cinco eixos apresentados no plano de governo do PT, tem um voltado para o fortalecimento do empreendedorismo, onde destaca conservar o tratamento diferenciado aos pequenos negócios, com os avanços da Lei Geral da MPE e do Simples Nacional. “O Simples representa desburocratização e sobrevivência no mercado. Ele pode e deverá ser aperfeiçoado”, expressa o programa.

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