23 de setembro de 2018
Fala: “Governar é uma questão de competência, seriedade e experiência”
Varejo SA por Varejo SA

“Temos que restabelecer a confiança”, afirmou Henrique Meirelles, candidato do MDB, ao iniciar sua participação no Diálogo Eleitor, promovido pela Unecs. O ex-ministro da Fazenda ressaltou que, nos primeiros cem dias de governo, pretende focar em reforma tributária, reforma da Previdência e promover um choque de produtividade.

Acrescentou que a viabilidade das medidas passa pela redução das despesas públicas. “Em 1991, elas representavam pouco mais de 10% do PIB e esse montante dobrou até 2016. O país passou então a trabalhar mais para pagar o governo”, disse, acrescentando que 75% destas despesas são previdenciárias. Ainda sobre as reformas, voltou a reforçar a importância do corte de despesas do governo, que deve ser feito por meio de alteração constitucional.

O candidato ressaltou que, nos primeiros cem dias de governo, pretende focar nas reformas tributária e previdenciária e provocar um choque de produtividade. Meirelles acrescentou que a viabilidade das medidas passa pela redução de despesas públicas e apresentou um histórico dos resultados que obteve ao longo de sua gestão como ministro da Fazenda e presidente do Banco Central. Para o candidato, é preciso restaurar a confiança no governo.

O candidato defendeu também a adoção do melhor da tecnologia para facilitar a relação de particulares com o governo, de forma a proporcionar um melhor ambiente de negócios. “Minha ideia é criar um gabinete digital ligado diretamente ao presidente da República para a análise de soluções”. Deu exemplos de sistemas como o e-social e o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), como casos bem sucedidos de implementação tecnológica com fins de desburocratização.

Sobre o tema urbanismo, o candidato trouxe à tona a questão do transporte público. Segundo Meirelles, nas grandes cidades, o trabalhador gasta cinco horas por dia em deslocamento e a melhoria deste sistema deve passar essencialmente pelo estabelecimento de parcerias público privadas de investimento, para tornar viável o sistema.

Questionado sobre como pretende lidar com a concorrência desleal de grandes corporações internacionais de vendas online frente ao comércio nacional, o ex-ministro pontuou que vê a solução para o tema na tributação adequada e na adaptação do tratamento burocrático para fins de equilíbrio da competição comercial.

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