20ª edição

Pesquisa que revela redes mais acessadas e formatos de conteúdo favoritos pode ser uma grande aliada para sua estratégia de comunicação digital

Por Amanda Venício

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Um estudo realizado em parceria entre o serviço de pesquisas de mercado Opinion Box e a plataforma Content Tools mapeou os hábitos de consumo de conteúdo do brasileiro. Foram entrevistados homens e mulheres entre 16 e mais de 50 anos, de todas as classes sociais e de todos os estados do país. Segundo o levantamento, a rede social mais acessada é o Facebook: 97,0% acessam a rede criada por Mark Zuckerberg pelo menos uma vez por semana. Em seguida, estão o YouTube (69,2%) e o Instagram (58,5%). As redes menos acessadas são Snapchat (12,0%), LinkedIn (17,0%) e Pinterest (19,5%).

A preferência por determinado formato de conteúdo varia de acordo com o gênero e a idade. Se homens preferem vídeos, mulheres interessam-se mais por fotos. Estas também são favoritas entre os jovens de 16 a 29, enquanto os entrevistados acima de 50 anos gostam mais de textos. O texto, no entanto, tende a ser um formato impopular nas redes: um em cada cinco internautas declarou não ter costume de clicar em um link, preferindo ler apenas a manchete. Ainda, textos muito longos não são lidos até o fim por 38,0% dos entrevistados e quase metade (48,0%) afirmou detestar textos longos publicados no Facebook.

Apenas dois em cada dez internautas declarou assistir a todos ou quase todos os vídeos até o fim. Os vídeos de reprodução automática no Facebook também não conquistaram muitos fãs: somente três em cada dez aprovaram o recurso. Da mesma forma, os vídeos compartilhados no WhatsApp não têm grande adesão, sendo que apenas dois em cada dez dos entrevistados têm o costume de assistir a todos aqueles recebidos.

Por outro lado, o vídeo ganha preferência em relação ao texto quando o assunto é aprender algo. Nesse caso, é o favorito de 48,3% dos entrevistados. Sua impopularidade entre os entrevistados é surpreendente, uma vez que o Brasil é o segundo maior mercado de visualizações de vídeo no YouTube, segundo o Google.

Na rivalidade entre o Snapchat e o Stories do Instagram, duas ferramentas que oferecem a possibilidade de publicar vídeos efêmeros que ficam no ar por 24 horas, o Instagram sai ganhando: é acompanhado por 53,0% dos internautas. Em comparação, o Snapchat é uma das redes menos acessadas pelos brasileiros, com 12,0% do público. Os vídeos efêmeros do Facebook e do WhatsApp, que também possuem Stories, são acompanhados por 60,0% dos entrevistados.

Felipe Schepers, COO  do Opinion Box, ressalta que o uso do Stories ainda é crescente no mercado brasileiro e a ferramenta pode não ser conhecida pelos usuários que a marca deseja alcançar, pois 22,7% dos entrevistados declararam não saber do que se trata. “O varejista precisa entender se seu público-alvo tem o hábito de utilizar o Instagram”, aconselha.

Quanto às marcas, o estudo faz um alerta: a publicação de conteúdo ofensivo pode gerar repercussões negativas para seu empreendimento. A maioria dos entrevistados (68,5%) já deixou de seguir uma marca ou um perfil por conta de conteúdo agressivo, machista, homofóbico ou racista. “As marcas precisam conhecer muito bem seus consumidores para saber quais assuntos podem ou devem ser discutidos em suas redes sociais sem gerar uma percepção de que estão sendo ofensivas”, aconselha.

Na hora de decidir qual estratégia de comunicação adotar na internet, os dados da pesquisa podem ser uma grande ajuda. Blogs e e-books são os formatos mais populares, enquanto podcasts e webinars são menos conhecidos e consumidos pelo público. Mais da metade dos entrevistados declarou já ter baixado conteúdo em troca de informações pessoais, mas, entre eles, apenas 56,0% de fato consomem com frequência o conteúdo baixado.

O Opinion Box e a Content Tools alertam, porém, que a estratégia deve ser feita levando em consideração os objetivos do conteúdo e não apenas quais são os formatos mais consumidos. Segundo Schepers, ao escolher quais redes sociais usar, o varejista deve considerar onde está seu público e quanto de esforço ele poderá dedicar. “Não adianta o varejista querer estar em várias redes se não consegue dar atenção aos usuários. É melhor focar e priorizar uma rede com bom conteúdo e atendimento rápido”, explica.

 

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