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Cerca de 30 mil vagas temporárias devem ser criadas neste fim de ano

O último trimestre do ano traz sempre grandes expectativas para o comércio e o setor de serviços, que costumam ampliar estoques e fazer investimentos para atender à demanda aquecida do Natal. Neste ano, porém, a crise econômica deverá novamente inibir o volume das tradicionais contratações de mão de obra temporária e também de trabalhadores efetivos. De acordo com um levantamento feito nas 27 capitais e no interior do País pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 15,4% dos empresários consultados manifestaram a intenção de reforçar o quadro de funcionários. O último trimestre do ano traz sempre grandes expectativas para o comércio e o setor de serviços, que costumam ampliar estoques e fazer investimentos para atender à demanda aquecida do Natal. Neste ano, porém, a crise econômica deverá novamente inibir o volume das tradicionais contratações de mão de obra temporária e também de trabalhadores efetivos. De acordo com um levantamento feito nas 27 capitais e no interior do País pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 15,4% dos empresários consultados manifestaram a intenção de reforçar o quadro de funcionários. Levando-se em consideração o setor do varejo e serviços, somente 27,2 mil vagas extras deverão ser criadas, o que demonstra um cenário de estabilidade frente as 24,4 mil observadas no ano passado, período em que o País já atravessava as dificuldades da crise.

Os empresários que pretendem contratar mão de obra temporária, a principal razão é suprir a demanda que aumenta com a proximidade das festas de fim de ano (63,2%), seguida da alta rotatividade dos funcionários que leva à necessidade de ocupar os cargos disponíveis (14,7%).

Para os especialistas do SPC Brasil, as contratações de final de ano sempre foram uma boa oportunidade para o jovem que está procurando o primeiro emprego e para quem está desempregado e quer se reposicionar no mercado de trabalho. “Uma dica importante é encarar o trabalho, muitas vezes temporário, como uma porta de entrada para permanecer na empresa.

Demonstrar comprometimento, dedicação e desenvoltura são fatores essenciais para atrair a atenção do chefe e da clientela. Muitas vezes os lojistas acabam continuando com esses  colaboradores por mais um tempo após o Natal por causa da alta demanda no período de troca de presentes e de liquidações no início de ano”, afirma Honório Pinheiro.

26% dos empresários pretendem efetivar temporários

Este ano, 26,4% dos empresários pretendem efetivar os temporários após o término do contrato. Dentre essas contratações, a maior parte será de modo informal. Segundo o estudo, 37,9% dos empresários não vão assinar a Carteira de Trabalho dos novos colaboradores, principalmente no setor de serviços (46,0%). Outros 30,6% garantem que as contratações serão formalizadas pela empresa, enquanto 23,1% vão optar pelos terceirizados. Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, esse dado reforça a necessidade de ampliar o debate sobre as leis trabalhistas. “É preciso modernizar a legislação trabalhista, de maneia a oferecer mais oportunidades formais de trabalho nas quais todos, sejam eles empresários ou trabalhadores, possam sair ganhando. A rigidez das leis trabalhistas é um entrave que contribui não apenas para aumentar a informalidade, como também agrava a crise econômica, sobretudo em um momento em que o País sofre com altos índices de desemprego”, afirma Honório.

Apenas dois em cada dez farão investimentos para fim do ano

Em 2016, somente dois em cada dez (22,2%) empresários dos setores de comércio e serviços pretendem investir no seu negócio para o período do Natal, o que representa uma queda de 4,4 pontos percentuais ao observado em 2015 – embora existam perspectivas um pouco melhores no comércio varejista (27,9%) e nas capitais (26,9%).

As estratégias de investimento mais adotadas para fazer frente às demandas do Natal e do Réveillon serão a ampliação do estoque (44,7%), o aumento na variedade de produtos e serviços (36,8%) e na comunicação e divulgação da empresa (27,7%). A principal justificativa para quem não vai investir é não ver necessidade diante da baixa perspectiva de que a demanda aumentará (49,8%).

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