21ª edição

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Nascido na cidade de São José do Egito, o pernambucano Silvio Vasconcelos cresceu em Recife, é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Economia pela Universidade Católica de Pernambuco. Atuando no Sistema CNDL desde o início dos anos 1980, é atualmente diretor Administrativo e Financeiro da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e vice-presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Confira mais detalhes da sua trajetória.

Qual é seu negócio? Sempre trabalhei com o varejo. Meu primeiro emprego foi uma aventura: uma loja de confecção que tocava com um colega de colégio. De lá para cá, tirando uma pausa em que trabalhei em uma multinacional, sempre atuei no varejo. Fui gerente administrativo e financeiro de uma empresa de calçados. Na época, existiam sete lojas e depois chegamos a 32, quando ela foi comprada pelo grupo da Paquetá. Fiquei mais dez anos com eles e chegou a um ponto em que abri a SR Consultoria Comércio e Serviço, passando a dar consultoria nessa área.

Como começou sua história no Sistema CNDL? Comecei na CDL Recife, no início dos anos 1980, em um cargo que existia na época, que era de diretor de Relacionamento. Na gestão seguinte, fui eleito vice-presidente e depois assumi a Presidência, cargo em que fiquei durante seis anos. Nesse período, fui eleito diretor Financeiro da CNDL e, em seguida, diretor Financeiro do SPC Brasil. Hoje, desempenho duas funções: diretor Administrativo e Financeiro da CNDL e vice-presidente do SPC Brasil. O sentido de união e de fortalecimento foi o que mais me atraiu no Sistema CNDL. O varejo, apesar de ser único, tem diversas particularidades, de acordo com as regiões, e nosso movimento faz essa união, essa integração, buscando, acima de tudo, a cooperação mútua.

Quais são os principais desafios do varejo nacional? No passado, o varejo era aquele vendedor atrás do balcão e os clientes vinham procurá-lo; isso vem sofrendo uma transformação. Depois, vieram o crediário e o cartão de crédito e de débito, mas o varejo continua sendo o último elo da cadeia produtiva. Há o fabricante, o intermediário, o representante e o varejista, que tem contato direto com o consumidor. Por isso, costumo dizer que toda modificação, toda sensibilidade que existe na economia é sentida primeiro no varejo, porque ele tem esse contato direto com o consumidor.

Por que me tornei uma liderança? Eu diria que não sou uma liderança, mas contribuo com ela. Eu tenho vontade de contribuir, de somar, então isso faz com que eu tenha uma penetração muito grande. Além disso, uma característica pessoal minha é o diálogo e a capacidade de aglutinar pessoas. Hoje, posso dizer que, em qualquer parte do Brasil a que chego, tenho apoio, porque conheço muita gente do movimento cedelista.

Ser dirigente lojista para mim é… Contribuir, ajudar. É ter algo a mais para oferecer àqueles que estão precisando.

Visão de futuro – Pensar no futuro é obrigatório para qualquer empresa que queira continuar viva, porque estamos passando por uma transformação muito rápida. Por exemplo, você jamais pensou em chegar a uma loja sem levar dinheiro ou ter um crediário. Hoje, você vai a uma loja, muitas vezes, até sem cartão e só com o celular você já faz uma compra. São essas evoluções que o varejo está vivendo – quando falamos em inovação, pensamos geralmente nas capitais, mas, se você analisar, é no pequeno e médio varejista, aquele lá do interior, que está nossa força. Ele tem que se juntar a nós para saber o que está acontecendo no mundo. Nós estamos sempre participando de missões, acompanhando as inovações e nos atualizando. O objetivo é beneficiar exatamente a ponta.

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