16ª edição

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Nascido em São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, Ivan Tauffer tem 30 anos de dedicação ao movimento lojista. Atual presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL-SC), acaba de ser reeleito para mais três anos no comando da entidade e também como 1º vice-presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Formado em Administração, dedica-se ao ramo de confecções, sendo sócio proprietário da Kladijus Modas.

 

1) Ser dirigente lojista para mim é…

O ensinamento que o movimento lojista nos passa a cada dia é que devemos inovar, persistir e usar nossa criatividade para conquistar os clientes, atendê-los com excelência e tornar única sua experiência de compra. A vivência diária do movimento lojista nos dá a condição de estarmos diretamente em contato com as demandas, as necessidades, os anseios, os sonhos e os desafios de cada empresário, independentemente do porte ou da natureza de seu negócio. O lojista precisa cada vez mais de capacitação, treinamento, assessoria, incentivo para suas promoções e estar bem informado sobre a legislação vigente e as rápidas transformações do mercado. Poder transmitir esse conhecimento e compartilhar do crescimento de cada liderança é o que me motiva a ser dirigente lojista.

 

2) Por que me tornei uma liderança?

Sempre tive a consciência de que o comércio e a classe empresarial só conseguem se desenvolver plenamente e atingir seus objetivos comuns com uma entidade forte, organizada, coesa e que os represente efetivamente. É com muito orgulho e um imenso senso de responsabilidade, compromisso e dedicação que assumo os próximos compromissos. Responsabilidade porque representamos mais de 41 mil lojistas no estado; são pequenos, médios e grandes empresários que têm em seus estabelecimentos sua fonte de renda para criar sua família e filhos. Compromisso porque esses empreendedores são o motor da nossa economia.

 

3) Em sua opinião, qual é o principal desafio do varejo na sua região?

Os levantamentos promovidos pela FCDL-SC apontam que o varejo catarinense está otimista com a retomada do crescimento econômico em 2018. Somos o setor com maior capilaridade na economia do estado, o que nos coloca como principal indicador da sensibilidade do consumidor. Os números mostram que estamos seguindo no caminho para retomar o movimento que tínhamos até 2014, garantindo não só as vendas, mas, sobretudo, os postos de trabalho e a geração de renda para os catarinenses. Isso depende, principalmente, da atuação parlamentar, na qual estamos cada vez mais engajados.

 

4) O que aprendemos com a crise?

Em 2017, o mercado reagiu, a economia registrou alguns resultados positivos e os indicadores em Santa Catarina foram ainda mais generosos. Contudo, estamos distantes do que necessitamos para recuperar as perdas do biênio anterior. As previsões para os próximos meses já indicam que devemos, finalmente, começar a respirar mais normalmente, embora ainda pressionados pela alta carga tributária. Um dos maiores ensinamentos que a crise econômica deixou é que a dedicação e o empenho são pré-requisitos para encarar as turbulências.

 

5) Visão de futuro

Nossa atuação deve ser balizada pelas necessidades que o varejo possui, com o apoio das instituições políticas e a implantação das reformas previdenciária, trabalhista e tributária – tripé da reordenação do Estado. Por isso, esperamos que o governo federal regulamente a legislação que moderniza as relações de trabalho – aprovada no fim de 2017 –, que entre em pauta a atualização das regras para a previdência e que, sobretudo, haja revisão do impacto tributário sobre a economia brasileira, principal entrave para que tenhamos geração de emprego e renda, crescimento social e estabilidade política.

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