22ª edição

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Lojista há 57 anos, Geovar Pereira nasceu na cidade de Tesouro, no interior do Mato Grosso. Chegou a Goiânia ainda criança, em 1952, onde fez de tudo um pouco: foi barbeiro, feirante, cobrador de ônibus e garçom, até se transformar num ourives. Atual presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Goiânia e vice-presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), ele conta um pouco da sua história.

Qual é o seu negócio? Graduado em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), sou lojista desde janeiro de 1961, quando fundei a empresa Omega Dornier, que comercializa joias, relógios e óculos de sol. Hoje, no total, são sete lojas em Goiânia (uma de rua e seis em shoppings da capital). Além disso, temos uma indústria de joias que conta com tecnologias modernas, como a criação de peças em 3D.

Qual é o desafio da sua área?
Ao longo dos anos, o grande desafio relacionado ao segmento de joias tem sido o comércio informal e o contrabando de matéria-prima e mercadorias. Lojistas que atuam na formalidade e pagam seus impostos em dia têm de fazer um verdadeiro malabarismo para driblar essa concorrência. Esse é um cenário vivido até hoje e, para ser resolvido, precisamos de mais vontade política.

Como começou sua história no Sistema CNDL?
Ingressei no sistema em 1978, para fazer parte da diretoria. Naquele tempo, a entidade ainda era chamada Clube de Diretores Lojistas. Desde então, nunca mais deixei a CDL Goiânia e tenho feito parte das gestões ao longo dos anos. Em 1980, tornei-me o 15º presidente da entidade. Fiquei no cargo até 1982. Em 2015, fui eleito novamente para ficar à frente da entidade e, posteriormente, reeleito para o mandato 2018-2020. Também como atuação na CDL, fui presidente da Guarda Mirim, que era gerida pela entidade, durante 14 anos. Nesse período, preparamos os jovens para o mercado de trabalho.

Por que se tornou uma liderança?
Decidi ingressar no sistema por entender que é importante lutar pelos interesses da classe empresarial e por um ambiente de negócios cada vez melhor. Quando nos envolvemos com o sistema, aprendemos muito, não só no aspecto profissional, mas também pessoal. A troca de experiências e a participação em ações para o fortalecimento da classe valem muito. Só temos a ganhar. Além da CDL, participei de outros movimentos classistas: fui diretor do Sindicado do Comércio Varejista de Goiás (Sindilojas) e presidente da Associação dos Lojistas do Flamboyant (Aslof), assim como do Rotary Club e Lions Club.

Ser dirigente lojista para mim é…
É defender os interesses da classe de forma politicamente correta, com honestidade, ética e comprometimento.

 

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