9 de abril de 2019
Empresários do MS se tornam referência na ressocialização de detentos
Varejo SA por Varejo SA

Com uma população carcerária de 18 mil detentos, Mato Grosso do Sul se tornou referência nacional de ressocialização. Atualmente, 32% da população carcerária do estado trabalha formalmente em 180 empresas públicas e privadas, mediante convênio entre empresários e governo estadual. O dado foi apresentado durante o lançamento da cartilha Mão de obra carcerária, produzida pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen-MS), em evento realizado na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campo Grande, que incentiva seus associados a fazer parte do programa.

Para o presidente da CDL, Adelaido Vila, que também é parceiro do projeto em sua empresa, o objetivo da cartilha é orientar e incentivar ainda mais empresas na contratação de apenados. “Entre as vantagens do convênio com o poder público, está uma economia para a empresa de encargos sociais e trabalhistas referentes às contratações. Além disso, esse convênio é importante para a reinserção do cidadão na sociedade. É uma crença de que, com oportunidade, o ser humano, mesmo que tenha cometido um crime, pode ser bom”, comenta.

Com um total de 5.840 apenados com contrato formal de trabalho, Mato Grosso do Sul está 10% acima da média nacional em programas de ressocialização. Karen Rodrigues Resner, 27 anos, é uma das atendidas no projeto. Cumprindo pena por tráfico de drogas, ela trabalha há seis meses como agente de telemarketing na CDL Campo Grande. “É uma oportunidade de realizar um sonho e recuperar nossa vida. A ressocialização é uma forma de acreditar que nem todos que estão no regime são criminosos e podem ser ressocializados”, conta.

O diretor presidente da Agepen-MS, Aud de Oliveira Chaves, explica que, entre os benefícios do convênio, a empresa é certificada pelo Ministério da Justiça com o “Selo Resgata”, proporcionando visibilidade nacional e marketing social. “Outro ponto importante é que o apenado passa a cumprir jornada de no mínimo seis e no máximo oito horas diárias, podendo ter a pena reduzida. Com isso, aprende uma profissão e pode retornar à sociedade de forma digna”, comenta.

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