3 de maio de 2019
Empreendedorismo aliado à maternidade
Varejo SA por Varejo SA

Data queridinha do comércio também traz reflexões sobre mães empreendedoras

Segunda data comemorativa mais importante do ano para o comércio, o Dia das Mães tradicionalmente aquece as vendas. O costume de homenageá-las é antigo: os antigos gregos e romanos já prestigiavam suas genitoras. Essa comemoração se tornou sinônimo de afeto, carinho, consideração e reconhecimento.

E como presentear na data é imperativo, apesar dos apertos financeiros, no ano passado, o volume de vendas parceladas na semana do Dia das Mães teve um aumento de 2,86%, de acordo com o indicador calculado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Foi a primeira alta registrada no volume de vendas para a data após quatro anos de retração.

Além de estratégias comerciais que se multiplicam para impulsionar as vendas de lembranças, nos últimos tempos, uma tendência vem crescendo no mundo dos negócios quando o tema é maternidade. Elas não esperam mais somente pelos presentes. Muitas vezes, a maternidade desperta a necessidade e o desejo de independência financeira e muitas novas mães apostam no empreendedorismo.

“Mãetoristas”
Após o nascimento do segundo filho, a ex-secretária executiva Leonora Lira enxergou a oportunidade de empreender. Em 2015, criou a GoKids, uma rede exclusiva de mulheres para o transporte de crianças. “Comecei a perceber que havia uma necessidade de muitas famílias de ter alguém de confiança para levar e trazer seus filhos de atividades do dia a dia”, conta.

O projeto, iniciado com um grupo de WhatsApp, atualmente reúne 70 mulheres que são registradas como motoristas e trabalham com aplicativos, como Uber e Cabify. As “mãetoristas” passam por entrevistas com as famílias que atenderão e são responsáveis pelas cadeirinhas e dispositivos de segurança. O aplicativo da GoKids, lançado há cerca de um ano, permite fazer o monitoramento do trajeto em tempo real.

Mãe de Guilherme, de 21 anos, e Leonardo, de 9 anos, Leonora não esconde que ter trocado a área corporativa pela rotina de empreendedora teve impacto direto na sua qualidade de vida. “Agora, estou mais próxima da minha família e ajudo mães a ser mulheres independentes que organizam seus horários, conseguem conciliar melhor a vida profissional e pessoal e estar perto da família”, diz

Para a psicóloga Patrícia Fiquene, a procura das mães por alternativas de renda está diretamente ligada à busca pela independência financeira feminina. “Quando a mulher se torna mãe, ela não quer perder sua estabilidade e, ao mesmo tempo, tem a necessidade de estar presente na vida dos filhos. A veia empreendedora possibilita o equilíbrio entre trabalho e maternidade”, explica.

Além de trabalhar na área de psicologia, Patrícia é mãe e empresária. Depois da chegada da filha, a vontade de empreender ganhou força e ela passou a investir no ramo de decoração de festas infantis. Hoje, tem sua empresa de eventos e concilia a profissão com a maternidade.

Nasce uma empreendedora

Ter o próprio negócio pode parecer difícil no começo, mas existem diversas possibilidades para as mamães criarem uma renda extra e ficarem perto dos filhos. É importante saber qual público alcançar, necessidades do mercado e, principalmente, estar em um nicho no qual se identifica.

No geral, a atuação das novas mães empreendedoras está no ramo da educação, como aulas particulares e de reforço escolar, artesanato, beleza, estética e gastronomia. Com as inovações tecnológicas, é possível empreender em qualquer área sem ter que sair de casa. Outra tendência que segue a onda da tecnologia é investir em blogs sobre assuntos diversos, como experiências na maternidade, desafios e redes de apoio sobre as dúvidas mais comuns compartilhadas na criação dos filhos.

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