27 de janeiro de 2020
Edson Freitas Bezerra
Varejo SA por Varejo SA

Edson Freitas Bezerra é natural de Boa Vista. Foi de lá que ele recebeu toda a sua formação de comerciante, acompanhando, desde os sete anos de idade, a administração da pequena loja da família, um comércio do tipo “tem de tudo” instalado na capital de Roraima. Não tardou para que montasse seu próprio negócio e, com o tempo, se interessasse pelo movimento associativista.

Entrou para a Associação Comercial, integrou o movimento Jovem Empresário no município e finalmente foi convidado para participar da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) que se formava em Boa Vista. Hoje, pertence à diretoria da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e trabalha firme para ampliar o número de CDLs no seu estado. Trocamos uma palavrinha com essa importante liderança lojista do Norte do país. Confira como foi a conversa.

Como você começou no varejo?

Eu sou membro de uma família varejista. Desde os sete anos de idade, acompanhava a loja dos meus pais, um comércio de variedade e roupas, a Casa Buriti. Em 1988, abrimos outro comércio, desta vez de materiais de construção e elétricos. Hoje, eu tenho minha própria empresa de representação e distribuição de materiais elétricos, a FB Representações.

O que despertou seu interesse pelo movimento associativista?

Acompanhei um momento de grande insatisfação por parte dos empresários de Roraima. A questão é comum a vários municípios brasileiros: achávamos que precisávamos de mais representatividade. Foi aí que comecei a me envolver com a Associação Comercial de Boa Vista. Acabei me tornando diretor dela e presidente do Conselho Jovem. Enfim, quando vi, estava completamente envolvido nas causas ligadas ao comércio e varejo.

Foi nesse momento que você foi chamado para participar da CDL?

Sim. Nesse tempo, a CDL da cidade estava dando seus primeiros passos, formando as primeiras lideranças, criando sua estrutura. Talvez pelo meu desempenho frente ao movimento lojista da cidade, despertei atenção e fui convidado a integrar a câmara.

Como foi sua experiência na CDL de Roraima?

Foi um desafio muito grande, porque eu era muito novo e encontrei uma CDL que estava em uma situação bastante delicada, praticamente fechada. Foi quando tivemos uma intervenção e organizamos novas eleições. Coube a mim, após o apelo dos nossos associados, assumir a Presidência. Então, foi uma experiência de reconstrução e reestruturação da entidade.

Que importância você vê no trabalho de uma CDL em uma comunidade?

A CDL tem grande relevância. É um movimento que sempre leva ao empreendedor ferramentas para que ele se desenvolva. Veja os programas que desenvolvemos e levam formação e qualificação ao dirigente lojista. Esse tipo de iniciativa ajuda a construir um ambiente com equilíbrio e mais participativo.

Você está falando de programas como o Políticas Públicas 4.0 (PP 4.0)?

Sim! Esse é um bom exemplo. Trata-se de um programa maravilhoso desenvolvido pela CNDL, mas que só alcança seu objetivo com o apoio das CDLs. Nós, de Boa Vista, fomos contemplados com a visita do PP 4.0 e tivemos grande receptividade da classe empresarial, de representantes do Executivo, do Legislativo. Ali, discutimos pontos importantes, como a reforma do Estado, a desburocratização, a simplificação dos impostos etc. São questões de relevância para o cidadão e que só chegam à ponta com a ajuda de entidades de classe. Nesse sentido, as CDLs cumprem bem o seu papel.


O que a CDL de Boa Vista está preparando para 2020?

Temos um grande desafio para este ano. Roraima é um dos únicos estados do Brasil que possuem apenas uma CDL. Nosso objetivo é organizar a criação de pelo menos mais quatro entidades. Assim, poderemos criar um CPF para fundar a federação de Roraima.  

Como você avalia a atuação da CNDL nos últimos anos?

O que constatamos nas reuniões de diretoria é que, a cada gestão da entidade, há uma evolução. No mandato de José César da Costa, temos visto um fortalecimento muito grande da CNDL. Isso tem sido feito com a promoção da união e o engajamento do sistema. Os encontros das lideranças varejistas mostram isso. Tem havido mais participação, com debates construtivos. É assim que se constrói um ambiente saudável para ajudar a construir um Brasil melhor. 

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