10 de julho de 2018
E-commerce avança no Brasil
Varejo SA por Varejo SA

Recente estudo confirma tendência de mais oportunidades para os varejistas

Por Giovanna Jardim

UPS - 19/04/2013 - Executivos. Foto: Leonardo Rodrigues

De acordo com o último relatório de um dos líderes globais em logística, a United Parcel Service of America (UPS), conduzido pela comScore Inc., líder em avaliação de comportamento de consumidores em diversas plataformas, o Brasil apresenta resultados muito significativos no que diz respeito à participação global no comércio eletrônico. Dos 18 mil compradores on-line entrevistados ao redor do mundo, 1.144 eram do Brasil.

No ranking das maiores economias de internet móvel do mundo, o país ocupa o quinto lugar. A grande demanda dos compradores on-line brasileiros é por produtos estrangeiros, sendo a China – em virtude das amplas ofertas – responsável por 63% das compras on-line realizadas em nosso país.

O setor de comércio eletrônico do Brasil segue bastante otimista com a possibilidade de 12% de crescimento em 2018, o que representa mais de US$ 15 bilhões. “O comércio eletrônico permite que os varejistas superem as fronteiras geográficas para alcançar mais clientes e oferece aos consumidores mais opções de produtos e fornecedores”, afirma Katia Tavares, diretora de Marketing da UPS do Brasil.

Mobile

O estudo confirma ainda uma forte tendência do consumidor brasileiro, na esfera do e-commerce: o uso do mobile é cada vez mais frequente nas operações de compra, representando 90% das transações on-line. Se comparado a outros países, o uso de smartphones pelos brasileiros durante as compras via internet é bastante expressivo. Apenas o México supera o Brasil nessa porcentagem e estamos à frente do Canadá e dos Estados Unidos no uso dos smartphones durante as compras.

Ainda de acordo com o relatório, o comparativo em relação ao perfil das operações on-line ocorridas em 2015 demonstra que, atualmente, nove entre dez usuários preferem realizar as compras por meio de aplicativos, opção mais ágil do que websites.

Apesar de considerado um consumidor paciente no que diz respeito aos prazos de entrega das mercadorias adquiridas on-line, o estudo recomenda que os varejistas ofereçam aos consumidores brasileiros opções flexíveis de entrega, como coleta na loja, entrega agilizada e serviço em horários após às 17h e durante os fins de semana.

Outro importante estudo apresentado recentemente pela renomada analista de inovação Mary Meeke – uma das maiores referências do Vale do Silício – reforça a ideia de que o e-commerce é a atividade que mais cresce pelo celular. O Google está expandindo sua plataforma de anúncios para o comércio, enquanto a Amazon está se movendo para a publicidade. O Facebook entra forte nas recomendações para e-commerce também.

Nesse cenário ultradinâmico, o Brasil tem como desafio não somente manter o consumidor ativo nas compras on-line internacionais, como também insistir para que medidas econômicas sejam tomadas para incrementar, cada vez mais, as vendas de produtos brasileiros para o mercado global.

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